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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa na quinta-feira (21) sob acusação de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e lavar dinheiro para a facção, se emocionou durante a audiência de custódia e alegou que foi detida “no exercício da profissão”.
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Deolane aparece chorando ao ouvir a advogada de defesa falar sobre sua filha, Valentina, de 9 anos.
O argumento da defesa
Durante a audiência, Deolane afirmou que os fatos investigados remontam aos anos de 2019 e 2020 e que os valores recebidos em sua conta seriam referentes à atuação como advogada de um cliente:
“Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando, por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o meu acompanhamento ao cliente.”
Segundo a investigação, Deolane recebeu transferências bancárias de uma transportadora criada pelo PCC para branqueamento de valores. As transações não foram justificadas como prestação de serviços advocatícios, mas como “fechamento” das contas mensais da empresa.
O cliente mencionado por Deolane é Diogenes Gomes Barros, preso por roubo na Penitenciária de Irapuru (SP) e identificado pela investigação como integrante do PCC. Ele é pai de Valentina. No relatório final da Polícia Civil, os investigadores destacaram que Deolane visitou Diogenes até ele ser solto, em dezembro de 2014.
O pedido de prisão domiciliar
A advogada de defesa Josimary Rocha pediu a revogação da prisão preventiva ou a conversão para prisão domiciliar, argumentando que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos. A defesa citou entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a substituição da prisão preventiva por domiciliar em casos de mulheres com filhos menores, quando os crimes investigados não envolvem violência ou grave ameaça.
A defesa também impetrou um pedido na Justiça pela transferência para prisão domiciliar, que ainda será analisado.
O posicionamento da OAB
Um representante da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) participou da audiência e pediu que fossem respeitadas as prerrogativas profissionais de Deolane como advogada. A OAB solicitou que o recolhimento da influenciadora ocorresse em sala de Estado-Maior ou, na ausência dessa estrutura, em prisão domiciliar, conforme prevê o Estatuto da Advocacia.
A decisão da Justiça
A Justiça manteve a prisão preventiva de Deolane após a audiência de custódia. A audiência teve como objetivo apenas avaliar a legalidade da prisão e as condições em que ela ocorreu, sem discutir o mérito da investigação.
Transferência para o interior
Na manhã desta sexta-feira (22), Deolane deixou a Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo, onde foi levada após a audiência, e foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, a mais de 600 km da capital.
O valor movimentado
Segundo relatório policial obtido pelo SBT News, Deolane teria movimentado mais de R$ 7,6 milhões entre 2018 e 2022, além de realizar depósitos em espécie considerados atípicos pelos investigadores. A polícia também afirma ter identificado vínculos financeiros entre a influenciadora e Everton de Sousa, apontado como operador financeiro da facção criminosa.
O papel do clã Camacho no esquema
As investigações apontam que a transportadora usada para lavagem de dinheiro era controlada pela cúpula do PCC, incluindo:
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Marco Willians Herbas Camacho (Marcola): líder máximo do PCC
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Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior: irmão de Marcola, exercia controle direto sobre a transportadora
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Paloma Sanches Herbas Camacho: sobrinha, atuava como mensageira e gestora
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Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho: sobrinho, beneficiário direto da lavagem, com movimentação de cerca de R$ 746 mil
Problemas de saúde
Durante a audiência, Deolane informou ter problemas psicológicos, mas afirmou não possuir doenças físicas ou limitações de mobilidade. Segundo ela, receitas médicas já haviam sido anexadas ao processo.






















































