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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA TV Globo cancelou o debate presidencial que estava marcado para esta quinta-feira (1º), às 21h30, após as desistências de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O cancelamento ocorreu no mesmo dia em que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no encontro.
O debate seria o último antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4). Lula e Flávio não participaram de nenhum dos debates realizados durante a campanha.
Flávio anunciou a desistência nas redes sociais horas antes do programa. Em uma publicação, afirmou que decidiu não participar em razão da “censura” que, segundo ele, teria sido imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, escreveu.
A Justiça Eleitoral havia determinado mudanças nas regras do encontro. A ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a Globo de exibir de forma destacada a cadeira vazia com a identificação de um candidato ausente e também impediu perguntas direcionadas a candidatos que não comparecessem.
A ausência de Lula já havia sido antecipada em 29 de setembro e confirmada pela emissora na quarta-feira (30). No mesmo horário do debate, o presidente participa de uma sabatina no Flow Podcast.
A decisão de Gilmar Mendes atendeu a um pedido do Solidariedade apresentado em uma reclamação que já tramitava no STF. O ministro determinou que Renan participasse nas mesmas condições de tempo, perguntas e posição dos demais candidatos, ocupando a vaga deixada por Lula.
Gilmar considerou que Renan atendia a um dos critérios previstos pela própria Globo, por ser o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest entre aqueles que não tinham participação obrigatória. Ele registrou 3% no levantamento.
Antes das desistências, a Globo previa a participação de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), com mediação de César Tralli, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
Eis a íntegra da nota da TV Globo:
A Globo recebeu há pouco duas notificações relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite, que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu pelo seu cancelamento.
A primeira é assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência do Brasil.
A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes. A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário, com uma placa que o identifique.
A regra também estabelece que, em uma das rodadas de tema livre do debate, os candidatos presentes que assim desejarem formulem, em 30 segundos, o que perguntariam ao candidato que não compareceu.
A decisão da ministra Estela Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.
A segunda notificação recebida pela Globo nesta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão.
As regras que estabelecem quais candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral. Devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.
Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos Augusto Cury, do Avante; Flávio Bolsonaro, do PL; Ronaldo Caiado, do PSD; e Lula, do PT.
Uma outra decisão, do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na terça-feira, alterou o entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do encontro.
Já a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos no debate, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional.
A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais.
Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite.
No horário, será exibido o capítulo inédito da novela Quem Ama Cuida.



































































