🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quinta-feira (23) no Mercado Livre
🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quinta-feira (23) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeA elaboração do Orçamento de 2025 gerou uma crise entre os ministérios do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provocando ameaças de paralisia de atividades e serviços públicos devido aos cortes planejados pela equipe econômica. A informação é do jornal O Estadão.
Diversos órgãos alegam que os recursos destinados ao Orçamento do próximo ano, a ser enviado ao Congresso em 30 de agosto, são insuficientes. Entre os impactos previstos estão a deterioração do atendimento da Previdência Social e a possível falta de água e internet em prédios da Presidência da República.
O governo Lula busca manter os investimentos em 2025 no mesmo patamar de 2024, priorizando obras em andamento e o Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Para isso, decidiu reduzir despesas administrativas de ministérios e autarquias, conforme documentos internos obtidos pelo Estadão. Em resposta, o Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que o projeto orçamentário está em fase de elaboração e não comentará sobre o assunto antes do envio ao Congresso.
Os cortes previstos para 2025 seguem o congelamento de gastos de R$ 15 bilhões decretado neste ano, que parece improvável de ser revertido. O aumento das despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários e assistenciais, e o avanço das emendas parlamentares agravam a situação. O governo e o Congresso adotaram uma manobra contábil que comprometeu a manutenção de órgãos federais para aumentar emendas que herdaram o orçamento secreto, conforme revelou o Estadão.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebeu um orçamento preliminar de R$ 1,9 bilhão para 2025, mas afirma que o valor mínimo necessário é de R$ 2,4 bilhões. Segundo o órgão, o valor estipulado atualmente será insuficiente para cumprir os contratos em vigor até o final do exercício.
Um dos contratos ameaçados é com a Dataprev, que gerencia a base de dados dos benefícios da Previdência Social. O INSS também alerta sobre o risco de paralisação de unidades de atendimento e multas por descumprimento de ordem judicial.
O Ministério das Comunicações também requisitou aumentos no orçamento. A Telebras, que fornece internet para diversos órgãos públicos, recebeu uma previsão de R$ 299 milhões, mas necessita de R$ 1 bilhão para manter as atividades planejadas para o ano que vem. Sem a complementação, a falta de internet afetaria 1.650 agências do INSS, 17 mil escolas públicas, agências do Ministério do Trabalho, postos de saúde e os prédios da Presidência da República.
A secretária-executiva do ministério, Sônia Faustino Mendes, destacou que a insuficiência orçamentária prejudicará programas como Gesac e Wi-Fi Brasil, impactando também a conectividade de órgãos como Dataprev, ICMBio, RNP, Abin, Ministério da Defesa, Ministério da Justiça e Presidência da República.
A Telebras enfrenta inadimplência com alguns contratos e pode sofrer uma interrupção nos serviços em 2025, incluindo a conexão à internet e redes privativas de escolas e Unidades Básicas de Saúde (UBS), conforme afirmado pela secretária no documento enviado.
As despesas não obrigatórias do Poder Executivo, que englobam investimentos e custeio da máquina pública, devem totalizar R$ 203,9 bilhões em 2025, segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Contudo, não há garantias de que esse valor será mantido, já que em 2024 houve um corte de R$ 8,4 bilhões na fatia de recursos prevista no início do ano.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com um orçamento preliminar de R$ 2 bilhões, afirmou que necessita de R$ 5,72 bilhões para despesas administrativas e para o PAC. A falta de recursos comprometerá a distribuição de água no semiárido e atendimentos emergenciais da Defesa Civil em situações de desastres climáticos.
O gabinete da Vice-Presidência da República, chefiado por Geraldo Alckmin, também se queixou do valor destinado às despesas administrativas em 2025, de R$ 5,4 milhões, e solicitou um adicional de R$ 600 mil. Esse aumento é considerado essencial para cobrir despesas contratuais, como fornecimento de água, energia elétrica e telecomunicações.
O Ministério de Minas e Energia pediu um acréscimo de R$ 97 milhões, elevando o orçamento para R$ 580 milhões, para cobrir atividades da PPSA e outras despesas administrativas, citando riscos para o funcionamento do órgão.
O Ministério da Igualdade Racial, com um orçamento previsto de R$ 61,6 milhões, requisitou um adicional de R$ 82,5 milhões para ações de combate ao racismo, ampliação de bolsas de pesquisa e campanhas publicitárias.
No Ministério dos Transportes, a versão preliminar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) indica R$ 14,6 bilhões para o PAC, mantendo o valor deste ano, mas com uma redução de R$ 200 milhões nas despesas administrativas. O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, afirmou que o ministério terá que fazer um esforço adicional para manter leilões e concessões, que dependem de gastos administrativos.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) solicitou um aumento de R$ 294 milhões, argumentando que o valor previsto de R$ 558 milhões não é suficiente para atender todas as demandas do órgão. A Funai destacou a importância dos recursos para prevenir prejuízos decorrentes da ausência do Estado em políticas públicas indigenistas, como a invasão de terras indígenas.




















































