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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, juntou-se à lista de pessoas que consideram que a Rússia esteve por trás do acidente aéreo desta quarta-feira no Cazaquistão e exigiu uma investigação para esclarecer o ocorrido e definir responsabilidades, principalmente pela morte de 38 pessoas.
“Podemos ver como a clara evidência visual no local do acidente aponta para a responsabilidade da Rússia pela tragédia. Cada vida humana é valiosa e cada perda de vida merece uma investigação exaustiva para estabelecer a verdade”, escreveu o mandatário em suas redes sociais.
Zelensky também comparou este caso com o do voo MH17 da Malaysia Airlines, que em 17 de julho de 2014 foi derrubado por um míssil terra-ar Buk russo, enquanto sobrevoava o leste da Ucrânia, controlado pelos separatistas apoiados pelo Kremlin. Por este ataque, em pleno conflito armado entre as forças de Kiev e os separatistas do Donbass, morreram os 298 passageiros a bordo.
Apesar das evidências e da condenação de um tribunal holandês em 2022 contra dois russos e um ucraniano pró-Rússia, acusados de participar no lançamento deste projétil, o Kremlin mantém sua inocência.
Por isso, o mandatário ucraniano pediu aos aliados que exerçam “toda a pressão possível” para evitar que Moscou difunda “mentiras” para encobrir suas ações e ficar impune.
“Se a Rússia decidir difundir mentiras da mesma maneira que fez com o caso do MH17, precisaremos consolidar toda a pressão internacional sobre Moscou para estabelecer a verdade e garantir a responsabilização”, afirmou.
Anteriormente, seu ministro das Relações Exteriores, Andriy Sibiga, havia acusado o Kremlin de obrigar o avião a cruzar o mar Cáspio em direção ao Azerbaijão, “para ocultar as provas de seu crime”.
A investigação começou na própria quarta-feira e, nas últimas horas, foram encontradas as caixas-pretas, que contribuirão para este processo. “Durante a inspeção do local do acidente, foram descobertos dois gravadores de voo que serão entregues ao Departamento de Investigação de Acidentes Aéreos”, informou o procurador de Transporte da região cazaque de Mangystau, Abilaibek Ordabayev.
De qualquer forma, as primeiras conclusões dos especialistas já levaram a própria companhia aérea e os Estados Unidos a considerarem muito plausível a hipótese de um ataque com um sistema de defesa antiaérea das Forças Armadas da Rússia.
Nesta sexta-feira, a Azerbaijan Airlines assegurou que a aeronave havia sofrido “interferências externas físicas e técnicas” que levaram ao seu trágico fim, enquanto a Euronews acrescentou que os pilotos enfrentaram “bloqueios extremos de GPS”, que paralisaram seus sistemas de navegação e comunicação.
Além disso, embora o resultado das perícias ainda não seja conhecido, os buracos nos destroços do avião, que foram revelados graças a vídeos e imagens divulgados nas redes sociais, são compatíveis com um ataque externo das defesas antiaéreas, que estavam operando no momento do voo, segundo confirmou o próprio Kremlin.
Se esta teoria for confirmada, este seria o segundo acidente de aviação civil no contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia, uma demonstração latente das tensões geopolíticas vigentes e de suas graves consequências, inclusive para terceiros países.
(Com informações da AFP, EFE e Europa Press)

















































































