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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva nesta segunda-feira (11) que estende por mais 90 dias a trégua tarifária com a China, conforme informou um funcionário da Casa Branca. A medida foi tomada poucas horas antes de os Estados Unidos retomarem tarifas sobre produtos chineses que poderiam chegar a até 145%, o que representaria um aumento drástico sobre as tarifas atuais.
A trégua tarifária entre Washington e Pequim estava prevista para expirar na terça-feira, 00h01 (horário de Brasília). Com a extensão, as tarifas norte-americanas sobre produtos chineses permanecem em 30%, incluindo uma taxa base de 10% e um adicional de 20% relacionado a tarifas impostas em fevereiro e março devido ao tema do fentanil. A China, por sua vez, manteve suas tarifas sobre produtos americanos em 10%, como parte do acordo de desescalada.
Trump havia se mostrado evasivo na segunda-feira anterior quanto à possibilidade de estender o acordo, um dia após solicitar que a China quadruplicasse suas compras de soja dos Estados Unidos. Questionado sobre a extensão da trégua durante uma entrevista coletiva, Trump declarou: “Vamos ver o que acontece. O relacionamento com o presidente Xi (Jinping) e comigo é muito bom.”
A trégua inicial foi estabelecida em maio, após negociações em Genebra, na Suíça, quando os dois países concordaram em suspender o aumento das tarifas por 90 dias para permitir novas conversas. Uma nova rodada aconteceu em Estocolmo, Suécia, no final de julho, sem que fosse anunciada a prorrogação do acordo.
Especialistas comerciais ouvidos destacam que a decisão era esperada. Kelly Ann Shaw, ex-funcionária sênior da Casa Branca na área comercial durante o primeiro mandato de Trump, afirmou que a prorrogação era previsível e que o presidente poderia anunciar avanços em outras áreas econômicas para justificar a medida. “A pausa de 90 dias foi pensada para abrir caminho para negociações mais amplas, e há muito barulho sobre soja, controles de exportação e capacidade excedente”, disse ela.
Ryan Majerus, ex-funcionário comercial dos EUA e atualmente na King & Spalding, afirmou que a extensão deve reduzir a tensão entre os países e facilitar a busca por um acordo mais abrangente no outono do hemisfério norte. “Tenho certeza que compromissos de investimento farão parte de qualquer acordo potencial, e a prorrogação dá mais tempo para tentar resolver questões comerciais antigas”, afirmou.
A Casa Branca não se pronunciou além dos comentários do presidente, e os órgãos do Tesouro e do Comércio dos EUA não responderam a pedidos de posicionamento.
Recentemente, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Washington vê possibilidade de acordo com a China e está “otimista” quanto às negociações.
Apesar da trégua, Trump voltou a pressionar no domingo para que a China aumente as compras de soja americana, embora analistas considerem difícil a viabilidade dessa exigência. Além disso, Washington tem cobrado Pequim para que interrompa a compra de petróleo russo, com o presidente norte-americano ameaçando impor tarifas secundárias à China caso isso não aconteça.



















































