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As negociações de paz em Genebra entre Estados Unidos e Ucrânia representaram um avanço significativo nos esforços diplomáticos para encerrar a guerra com a Rússia. Ambas as delegações destacaram “bons progressos” após a primeira rodada de conversas, que se concentraram no controverso plano de paz de Donald Trump.
O encontro deste domingo (23) reuniu altos funcionários dos dois países em um contexto de intensa expectativa internacional.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a reunião como uma das mais produtivas até o momento. “Avançamos bastante”, afirmou Rubio, sublinhando que as partes revisaram “ponto por ponto” o plano proposto por Trump.
O chefe da delegação ucraniana, Andri Yermak, concordou com a avaliação positiva, descrevendo a sessão, que durou cerca de uma hora e meia, como “muito produtiva”. Yermak agradeceu a Trump e sua equipe por trabalharem pela paz e ressaltou a importância de envolver os países europeus, que não participaram diretamente.
Rubio indicou que as equipes negociadoras voltarão a se reunir para trabalhar nas sugestões levantadas pela Ucrânia, buscando reduzir as diferenças e aproximar posições.
Mais cedo, Rustem Umerov, chefe do Conselho de Segurança ucraniano, afirmou na rede social X que a versão atual do documento negociado “reflete já a maioria das prioridades chave da Ucrânia”, embora o texto ainda esteja em revisão.
O plano de paz de 28 pontos de Trump é o eixo das discussões. A proposta inclui exigências russas como a cessão de território ucraniano, a redução do exército da Ucrânia e a renúncia à aspiração de ingressar na OTAN.
Rubio descreveu o plano como “um quadro sólido para as negociações em curso”, baseado em contribuições russas e sugestões da Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, reconheceu que as propostas americanas “podem incluir uma série de elementos baseados em perspectivas ucranianas e críticos para os interesses nacionais ucranianos”.
Apesar do otimismo nas negociações, Trump criticou publicamente a “total falta de gratidão” da liderança ucraniana para com os EUA, e atacou a Europa por continuar comprando petróleo russo.
O presidente finlandês, Alexander Stubb, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, conversaram com Trump sobre o plano. Stubb relatou à AFP que Trump atendeu às ligações às 5 da manhã nos EUA, o que foi interpretado como um sinal do intenso compromisso do ex-presidente com a busca por um acordo.
Contudo, aliados como líderes europeus, Japão e Canadá expressaram em comunicado conjunto que o plano “é uma base que requererá trabalho adicional” e manifestaram preocupação de que as condições possam deixar a Ucrânia “vulnerável ante futuros ataques”. O plano tem sido recebido favoravelmente por Vladimir Putin.