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Um professor visitante da Faculdade de Direito de Harvard, o brasileiro Carlos Portugal Gouvêa, foi preso nos Estados Unidos nesta semana após se declarar culpado de disparar uma arma de chumbinho nas proximidades de uma sinagoga em Massachusetts, no dia anterior ao Yom Kippur. A informação foi confirmada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) na quinta-feira (4).
De acordo com as autoridades, Gouvêa aceitou um acordo judicial, no qual se declarou culpado pelo uso ilegal do “rifle de ar”. Outras acusações — incluindo perturbação da paz, conduta desordeira e vandalismo — foram arquivadas como parte do acordo.
O incidente ocorreu em 1º de outubro, quando a polícia de Brookline, Massachusetts, respondeu a uma denúncia de disparos nas proximidades do Templo Beth Zion, na véspera do feriado judaico. Segundo o relatório policial, Gouvêa afirmou que estava utilizando a arma de chumbinho para caçar ratos na região. O templo informou que o professor desconhecia a proximidade da sinagoga e o feriado religioso, e que não houve indícios de motivação antissemita.
Após o acordo judicial, o Departamento de Segurança Interna revogou o visto temporário de Gouvêa e determinou que ele deixasse os Estados Unidos voluntariamente. A prisão ocorreu pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). O professor cumprirá seis meses de liberdade condicional pré-julgamento.
Carlos Gouvêa é professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e lecionou em Harvard durante o semestre de outono nos EUA. Nem ele nem a universidade se pronunciaram sobre o caso.
O episódio acontece em meio a tensões entre o governo Trump e Harvard, que enfrenta acusações de não proteger adequadamente estudantes judeus no campus. O governo americano havia interrompido mais de US$ 2 bilhões em bolsas de pesquisa da universidade, decisão considerada ilegal por um juiz em setembro.