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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou nesta segunda-feira (22) o regime do Irã de que seu país responderá com firmeza a qualquer ataque ou provocação proveniente de Teerã.
“Quero deixar claro para o Irã: qualquer ação contra Israel receberá uma resposta muito severa”, afirmou Netanyahu durante cúpula trilateral com os chefes de governo da Grécia e de Chipre, Kyriakos Mitsotakis e Nikos Christodoulides.
O premiê destacou que Israel está atento aos exercícios militares iranianos e realiza todos os preparativos necessários. “Somos capazes de nos defender e nossa colaboração regional aumenta essa capacidade”, disse.
Netanyahu também direcionou um recado aos países que tentam restaurar antigos impérios na região: “A quem fantasia em restaurar seus impérios e dominar nossas terras, eu digo: Esqueçam. Isso não vai acontecer. Não se iludam”, em referência indireta às ambições geopolíticas da Turquia sob o governo de Recep Tayyip Erdoğan.
O primeiro-ministro ressaltou que Israel, Chipre e Grécia, países que já estiveram sob ocupação de impérios, conquistaram sua independência e agora fortalecem sua capacidade de reação por meio de cooperação militar, incluindo estudos para a criação de uma força de resposta rápida no Mediterrâneo Oriental.
O alerta a Teerã ocorre em meio ao aumento dos exercícios militares iranianos, considerados por Tel Aviv uma ameaça potencial. Netanyahu antecipou que o tema será discutido nos próximos dias com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e, segundo fontes oficiais, Israel monitora de perto o avanço das capacidades nucleares e das alianças regionais do Irã.
Durante visita a Chipre, Netanyahu discutiu segurança energética, defesa e desafios no Mediterrâneo Oriental. Atenas, Nicósia e Jerusalém avaliam a criação de uma força conjunta para antecipar possíveis manobras adversárias e responder às crescentes tensões com a Turquia.
No cenário interno, Netanyahu enfrenta pressão por sua iniciativa de criar uma comissão parlamentar para investigar erros e falhas anteriores ao ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023.
O primeiro-ministro defendeu a proposta do deputado Ariel Kelner, que será votada esta semana na Knesset, afirmando que “trata-se de um comitê independente, com plenos poderes conforme a Lei de Comissões de Investigação de Israel”, e que seus membros seriam “acadêmicos, especialistas em segurança e, como observadores, familiares das vítimas”.
Porém, a oposição, liderada por Yair Lapid, rejeita a medida, alegando que o governo controlaria a agenda, a convocação de testemunhas e a condução das investigações. “Isso não é uma comissão de investigação, é um atestado de óbito da verdade”, declarou Lapid nas redes sociais.
Membros do Conselho de Outubro — composto por famílias das vítimas do ataque do Hamas — se manifestaram nesta segunda-feira em frente ao gabinete de Netanyahu, buscando interromper sessões do Parlamento em defesa de uma comissão verdadeiramente estatal e independente.
Críticos e o Instituto de Democracia de Israel afirmam que apenas uma comissão oficial, com membros nomeados pelo Supremo Tribunal, garantiria a transparência e legitimidade necessárias para esclarecer os fatos e evitar novas tragédias. Netanyahu respondeu: “Tragam os especialistas que quiserem, perguntem o que quiserem, interroguem quem quiserem, inclusive a mim”.
A polêmica evidencia o clima de tensão, desconfiança e demanda por respostas na sociedade israelense, enquanto a segurança regional e as ameaças de Irã e Turquia permanecem no centro da agenda política e estratégica de Tel Aviv.
Em meio a esses desafios, o governo israelense busca equilibrar a pressão internacional, a cooperação com aliados e a cobrança interna por prestação de contas após o maior ataque sofrido pelo país em décadas.
(Com informações da EFE)