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Os Estados Unidos podem manter supervisão sobre a Venezuela e controlar a receita do petróleo Venezuelano por anos, afirmou o presidente Donald Trump em uma entrevista publicada nesta quinta-feira (8) pelo The New York Times.
Na entrevista de cerca de duas horas, Trump não definiu um prazo exato para essa supervisão: questionado se seriam três meses, seis meses, um ano ou mais, ele respondeu que seria “muito mais tempo” do que isso. “Só o tempo dirá”, disse o presidente norte-americano, acrescentando que os EUA pretendem “reconstruir” o país de forma “muito lucrativa” e usar o petróleo venezuelano como parte fundamental desse processo.
Segundo Trump, a intenção dos Estados Unidos é utilizar os recursos do petróleo para reduzir preços de energia e “dar dinheiro à Venezuela, que necessita desesperadamente”. A gestão americana afirma ainda estar em “cordial relacionamento” com o governo interino venezuelano liderado por Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro no início de janeiro.
Plano de gestão e petróleo
Trump também revelou um plano para processar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam bloqueados por sanções antes da intervenção dos EUA. A expectativa é que a supervisão dessas receitas fique sob controle norte-americano, com parte dos recursos sendo usada para atender tanto os interesses americanos quanto, conforme Trump, para beneficiar a população venezuelana.
O presidente se recusou a explicar por que o governo não entregou o poder para a oposição democrática na Venezuela, que tinha sido reconhecida por Washington como legítima após as eleições de 2024. Em vez disso, afirmou que o secretário de Estado Marco Rubio conversa “o tempo todo” com Rodríguez e que os dois governos estão em constante comunicação.
Relação com a Colômbia
Na entrevista, Trump também diminuiu o tom de uma ameaça anterior de ação militar contra a Colômbia — país vizinho da Venezuela — e convidou o presidente colombiano para Washington, após o chamar anteriormente de “homem doente”. A ligação entre os dois líderes foi considerada cordial e, segundo repórteres, pode ter dissipado qualquer perspectiva de ação militar imediata.
A posição dos EUA de controlar e supervisionar a Venezuela por um período prolongado representa uma mudança significativa na política externa americana na América Latina, ampliando o papel de Washington na gestão econômica e política de um país vizinho. Especialistas e líderes regionais acompanham os desdobramentos, que ainda podem ter impacto internacional mais amplo.