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O ditador norte-coreano Kim Jong-un voltou a visitar um complexo turístico destinado a trabalhadores que já havia criticado publicamente no passado. Desta vez, no entanto, elogiou a remodelação do local e percorreu pessoalmente as instalações, informou a televisão estatal KRT na quarta-feira, 21 de janeiro.
Segundo a KRT, Kim participou na terça-feira (20) da cerimônia de conclusão das obras do Complexo Turístico para Trabalhadores de Onpho, na província de Hamgyong do Norte.
Imagens exibidas pela emissora estatal mostram Kim caminhando pelo complexo usando um casaco preto e sapatos sociais. Ele aparece entrando em uma sauna a vapor enquanto conversava com banhistas e também visitando a área do banho feminino.
Após a visita, Kim afirmou que as instalações foram bem projetadas e que os elementos arquitetônicos se integram de forma harmoniosa ao ambiente, de acordo com a KRT.
A inspeção ocorre às vésperas de um congresso crucial do Partido dos Trabalhadores, previsto para o próximo mês. Nos últimos dias, Kim intensificou sinais de reestruturação interna ao destituir o vice-primeiro-ministro Yang Sung-ho por “irresponsabilidade” na condução de um projeto de modernização de uma fábrica de máquinas.
De acordo com a agência estatal KCNA, Kim demitiu Yang de forma imediata durante um evento oficial realizado na segunda-feira, em um gesto público incomum. A medida ocorreu durante a cerimônia de conclusão da primeira fase do projeto de modernização do Complexo de Máquinas de Ryongsong, responsável pelo fornecimento de equipamentos para minas e outras indústrias do país, localizado na província de Hamgyong do Sul, no nordeste de Pyongyang.
Embora tenha elogiado a finalização da primeira etapa do projeto, Kim aproveitou o evento para criticar duramente falhas de gestão atribuídas a Yang e a responsáveis pela orientação econômica, que teriam causado prejuízos financeiros. “Foi como engatar uma carroça a uma cabra… Afinal, é uma cabra que puxa uma carroça ou um boi?”, afirmou o líder do regime, segundo a KCNA.
A destituição de Yang ocorre em meio a rumores sobre possíveis sanções contra o ex-primeiro-ministro Kim Tok-hun, após sua ausência pública na 13ª sessão plenária do partido, realizada em dezembro.
Serviços de inteligência da Coreia do Sul e especialistas locais indicam que Pyongyang deve realizar o 9º Congresso do Partido dos Trabalhadores ainda neste mês ou em fevereiro, ocasião em que são esperadas mudanças no alto escalão do governo. As recentes ações de Kim são vistas como um prenúncio dessa reestruturação.
(Com informações das agências Reuters e EFE)