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Dois novos países aderiram neste sábado (21) a uma declaração internacional que condena o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã, aumentando o isolamento diplomático de Teerã. Austrália e Emirados Árabes Unidos foram os mais recentes a se juntar ao grupo, que agora soma 22 nações.
Entre os signatários já estavam países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou ter informado o presidente Donald Trump sobre os limites de atuação militar do país, previstos em sua Constituição.
Em meio à escalada de tensão, Trump declarou que outras nações deveriam assumir a responsabilidade pela segurança da rota marítima. “O estreito terá que ser protegido por outros países que o utilizam — os Estados Unidos não”, afirmou.
Especialistas em defesa indicam que a proteção de navios comerciais exigiria escoltas navais com destróieres. Mesmo com ameaças iranianas, embarcações de países como China, Índia, Turquia e Paquistão continuam atravessando a região, considerada estratégica para o comércio global de petróleo.
O governo iraniano, por sua vez, nega um fechamento total da rota. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permanece aberto para países que não sejam considerados inimigos. “Não fechamos o estreito. Ele está aberto, exceto para embarcações de países que nos atacam”, declarou.
Ainda assim, os 22 países signatários criticaram duramente Teerã por ataques recentes a embarcações comerciais e infraestrutura energética. Em nota conjunta, afirmaram: “Condenamos nos termos mais fortes os ataques do Irã a navios comerciais desarmados e à infraestrutura civil, incluindo instalações de petróleo e gás, bem como o fechamento de fato do Estreito de Ormuz”.
O grupo também sinalizou disposição para atuar na garantia da segurança da navegação, embora não tenha detalhado quais medidas poderão ser adotadas.
De acordo com um estudo do Federal Reserve Bank of Dallas, uma interrupção nas exportações de petróleo da região pode retirar cerca de 20% da oferta global do mercado, sendo a maior parte destinada à Ásia.