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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEm entrevista ao jornal britânico The Telegraph, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que avalia seriamente a possibilidade de retirar o país da OTAN. A declaração ocorre em meio a divergências com aliados europeus sobre o posicionamento na guerra contra o Irã.
Segundo a publicação, Trump classificou a aliança como um “tigre de papel” e indicou que uma eventual saída dos Estados Unidos do pacto de defesa seria “irreversível”. O presidente afirmou que há tempos questiona a credibilidade da organização.
“Nunca me deixei convencer pela OTAN. Sempre soube que eram um tigre de papel, e Putin também sabe disso”, declarou.
As falas do líder norte-americano provocaram reação imediata do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Ele defendeu a importância da aliança militar e afirmou que a OTAN continua sendo “a mais eficaz que o mundo já viu”, destacando que seguirá defendendo os interesses britânicos “apesar do ruído”.
Na semana passada, Trump já havia demonstrado insatisfação com os aliados da OTAN por não oferecerem apoio militar para garantir a segurança no estratégico Estreito de Ormuz, durante o conflito no Oriente Médio. Em um evento em Miami, o presidente criticou a ausência de suporte.
“Eles não estavam lá”, disse. Trump ressaltou que os Estados Unidos investem bilhões de dólares por ano na OTAN para proteger seus parceiros e questionou a reciprocidade. “Mas agora, diante das ações deles, talvez não haja motivo para continuarmos lá, certo?”, afirmou.
O presidente também criticou diretamente a falta de respaldo dos países europeus. “Por que deveríamos estar ao lado deles se eles não estão ao nosso lado?”, questionou, relembrando desentendimentos com governos europeus desde seu retorno à Casa Branca, em 2025.
Relação sob revisão
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou o tom crítico ao afirmar que Washington deverá reavaliar sua relação com a OTAN após o fim da guerra contra o Irã.
Em entrevista à Fox News, Rubio disse que será necessário revisar o valor estratégico da aliança para os Estados Unidos. Ele destacou que, no passado, defendeu a OTAN por permitir o uso de bases militares na Europa, o que ampliava a capacidade de atuação global do país.
No entanto, segundo ele, se os aliados impedirem o uso dessas instalações para defesa de interesses americanos, a relação se torna unilateral. “Quando precisamos usar suas bases militares e a resposta é ‘não’, então para que estamos na OTAN?”, questionou.
As declarações ocorrem em um momento de tensão crescente entre os Estados Unidos e aliados europeus. Recentemente, alguns países passaram a restringir o uso de suas bases militares por forças americanas.
A Itália negou autorização para o pouso de uma aeronave dos EUA que seguia para o Oriente Médio em missão de combate. Já a Espanha fechou seu espaço aéreo para aviões norte-americanos envolvidos em operações contra o Irã.
O cenário evidencia o aumento das divergências dentro da OTAN e levanta dúvidas sobre o futuro da aliança militar em meio às tensões internacionais.























































