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Destróieres lança-mísseis da Marinha dos Estados Unidos entraram no Golfo Pérsico nesta segunda-feira (4) após atravessar o Estreito de Ormuz. A ação faz parte da operação de escolta naval chamada “Projeto Liberdade”, anunciada pelo presidente Donald Trump.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou que dois navios mercantes de bandeira americana conseguiram completar o trânsito pelo estreito e seguem “navegando com segurança para seu destino”.
A operação prevê o deslocamento de mais de 100 aeronaves, 15 mil militares e uma frota de destróieres com mísseis guiados.
Tensão imediata
Pouco depois da confirmação do trânsito, os Emirados Árabes Unidos emitiram uma alerta de emergência por mísseis, orientando os residentes a buscarem abrigo imediatamente. Foi o primeiro alerta desse tipo desde o início do cessar-fogo, em abril. Não houve relatos iniciais de vítimas ou danos.
Os Emirados também acusaram o Irã de ter atacado um navio-tanque vinculado à sua principal companhia petrolífera com dois drones enquanto a embarcação cruzava o estreito.
Negação dos EUA
Ainda assim, agências de notícias iranianas (Fars e ILNA) afirmaram que o Irã atingiu um navio americano perto de um porto iraniano, acusando-o de “violar as normas de segurança marítima”. O Comando Central dos EUA negou categoricamente:
“Nenhum navio da Marinha dos Estados Unidos foi atingido”, publicou em suas redes sociais.
Ameaça do Irã
Teerã classificou o “Projeto Liberdade” como parte do “delírio” de Trump e advertiu que não tolerará qualquer presença militar estrangeira na região. O major-general Ali Abdollahi declarou:
“Qualquer força militar estrangeira – especialmente o agressivo exército americano – que pretenda se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será atacada.”
O comando militar iraniano exigiu que todos os navios em trânsito se coordenem previamente com suas autoridades.
Riscos para a navegação
O Centro Conjunto de Informação Marítima, liderado por Washington, aconselhou os marinheiros a cruzarem o estreito por águas do lado omanês, onde foi estabelecida uma “zona de segurança reforçada”. A orientação é que se coordenem com as autoridades de Omã.
No entanto, a navegação fora das rotas habituais “deve ser considerada extremamente perigosa devido à presença de minas que não foram completamente inspecionadas e neutralizadas”.
O conselheiro de segurança do Conselho Marítimo Báltico e Internacional (BIMCO), Jakob Larsen, questionou a sustentabilidade da operação a longo prazo e advertiu: “Existe um risco de que voltem a estourar as hostilidades” se a iniciativa avançar.
Negociações travadas
As negociações entre EUA e Irã permanecem estagnadas. Teerã apresentou uma proposta de 14 pontos para pôr fim à guerra – não apenas estender o cessar-fogo – que exige o levantamento de sanções, a retirada de forças americanas da região e o fim das operações israelenses no Líbano.
Trump disse no sábado que estava revisando a proposta, mas expressou dúvidas de que ela leve a um acordo.
















































