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O regime iraniano respondeu neste domingo (21) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com um duro alerta. O porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as forças armadas do país estão prontas para responder a qualquer ameaça americana.
“Não levamos a sério as ameaças dos americanos”, disse Ghalibaf, que lidera a delegação iraniana nas negociações em Bürgenstock, na Suíça. “Nossas forças armadas estão prontas para responder de outra maneira”, completou, em um recado direto ao governo Trump.
O porta-voz também questionou a eficácia das advertências de Washington: “Vocês não acham que, se suas ameaças tivessem algum resultado, não teriam chegado ao desespero de hoje?”, afirmou.
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As declarações de Trump
As tensões aumentaram depois que Trump publicou em sua rede Truth Social que ordenaria novos ataques contra o Irã se Teerã não impedisse que “seus agentes pagos no Líbano causassem problemas”. O presidente americano disse que, se a instabilidade persistir, “os Estados Unidos voltarão a atacar o Irã com muita força, como na semana passada, mas ainda mais”.
Em entrevista à Fox News, Trump também afirmou que os EUA poderiam “tomar o controle do Estreito de Ormuz no futuro, se necessário”, e sugeriu que a medida permitiria a Washington ficar com “20% do petróleo que transita pelo estreito”.
Negociações em andamento
As ameaças ocorrem em paralelo às negociações diretas entre Irã e Estados Unidos em Bürgenstock, na Suíça, com mediação de Paquistão e Catar. O vice-presidente americano, JD Vance, que lidera a delegação dos EUA, afirmou que houve “grandes avanços” nas últimas horas e expressou expectativa de conseguir “progressos adicionais no tempo previsto para as conversações”.
“A paz nunca é fácil, sempre exige trabalho e disposição para ceder e receber, mas o presidente dos Estados Unidos está comprometido não apenas com a paz com o Irã, mas com a paz regional”, declarou Vance.
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Condição iraniana para continuar negociando
Apesar do otimismo americano, a agência iraniana Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, informou que o regime suspenderá qualquer negociação com os EUA se Israel não retirar suas tropas do sul do Líbano e não cessar as operações militares contra o Hezbollah.
O Irã insiste no cumprimento do artigo 1 do memorando de entendimento, que exige o fim da guerra em todos os frentes – incluindo o Líbano – e a garantia da soberania e integridade territorial libanesa.
Posição de Israel
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as tropas israelenses não se retirarão da chamada “zona de segurança” no sul do Líbano e que o exército mantém liberdade de ação na área. Israel interrompeu seus ataques no Líbano desde sábado (20), após o anúncio iraniano de um novo fechamento do Estreito de Ormuz como represália aos bombardeios israelenses em solo libanês.
Mediação e próximos passos
Paquistão e Catar, como intermediários, expressaram expectativas de que o processo gere um documento “que promova a paz, o progresso e a prosperidade mundial”, mas alertaram que as celebrações devem aguardar a assinatura de um acordo definitivo.
A situação no Oriente Médio continua marcada por incertezas e tensões, enquanto as partes buscam manter aberto o canal diplomático e evitar uma escalada militar de consequências imprevisíveis.




















































