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A vitória de Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria, direita) na eleição presidencial da Colômbia, no último domingo (21), foi impulsionada por um grupo específico de eleitores: os que vivem no exterior. De acordo com a apuração preliminar, o advogado e empresário venceu o filósofo Iván Cepeda (Pacto Histórico, esquerda) com pouco mais de 250 mil votos de vantagem.
Entre os colombianos que residem fora do país, Espriella obteve 63,8% das preferências, abrindo uma vantagem de 177.809 votos sobre Cepeda. Segundo a agência AFP, o desempenho nessa faixa do eleitorado foi fundamental para derrotar o candidato apoiado pelo atual presidente, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda). O resultado representou dois terços da diferença total de votos.
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Resultado apertado e contestação
A apuração preliminar oficial aponta a vitória de Espriella com 49,6% dos votos, contra 48,7% de Cepeda. O advogado de 47 anos, apoiador de Donald Trump e com dupla cidadania (colombiana e americana), venceu o pleito em um momento em que a Colômbia registra a maior onda de violência da última década.
Em seu primeiro discurso na cidade de Barranquilla, afirmou que o país viverá o início de uma “mudança de ordem” e o fim do tempo para quem “semeou violência, terror, narcotráfico e corrupção”. Ele governará o país até 2030.
Iván Cepeda declarou que não aceitará a derrota antes da apuração final. O candidato da esquerda pretende contestar 33 mil urnas na tentativa de reverter o resultado.
Manifestações e reações
A noite da eleição foi marcada por manifestações em Bogotá e Cali. Grupos ocuparam as ruas aos gritos de “resistência!” e entraram em confronto com a tropa de choque da polícia. Manifestantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos e expressaram temor pela perda de direitos sociais e programas voltados à população vulnerável, ampliados na gestão anterior.
O pré-candidato à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comemorou a vitória de Espriella em suas redes sociais.




















































