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🧡 Ver Ofertas na ShopeeChancelaria iraniana afirma que diálogo em andamento é apenas com Omã para garantir passagem pelo Estreito de Ormuz; Trump disse ter sido “atendido” e alegou que Teerã pediu pausa nos ataques — o que foi negado pela imprensa iraniana.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã desmentiu que esteja em curso qualquer negociação direta com os Estados Unidos, horas após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que novas conversas começariam nesta segunda-feira (3) para encerrar o conflito, que já entra em seu sexto mês.
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“Atualmente, não estamos negociando com os Estados Unidos. Nossas conversações são com Omã para garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baqai, em coletiva de imprensa semanal.
Trump havia afirmado no domingo (2) que o suposto acordo preliminar previa a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim da ameaça nuclear iraniana. O presidente norte-americano alegou ainda que Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar lhe pediram a suspensão dos ataques — os quais ele classificou como “os maiores desde a Segunda Guerra Mundial”. A mídia estatal iraniana negou categoricamente que Teerã tenha feito tal pedido.
Guerra e a crise no Estreito de Ormuz
Desde 28 de fevereiro, Washington e Teerã estão em confronto militar direto após um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O Estreito de Ormuz tornou-se o ponto mais crítico do conflito: o governo iraniano bloqueou o corredor estratégico — por onde trafegava cerca de um quinto dos hidrocarbonetos mundiais — e passou a alvejar navios mercantes.
Teerã insiste em manter o controle da região e cobrar pedágios de navegação, exigência rejeitada pela Casa Branca. Baqai ressaltou que o Irã está próximo de assinar um termo com Omã, país situado na margem oposta do canal, para estabelecer uma rota comercial restrita que respeite a soberania de ambos, ressaltando que isso não implicará a reabertura total do estreito.
Execuções e escalada interna
Também nesta segunda-feira, a agência Mizan, órgão oficial do Poder Judiciário iraniano, confirmou a execução de Omid Behzad e Pouria Safvat, condenados por espionagem a favor de Israel. Segundo a publicação, ambos foram mortos por enforcamento sob a acusação de transmitir coordenadas de instalações militares a agentes do Mossad.
As execuções no país escalaram drasticamente desde o início da guerra. Em 2025, o Irã executou ao menos 1.639 pessoas, o maior número registrado desde 1989, segundo relatórios de organizações internacionais de direitos humanos.

















































































