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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO governo da Venezuela elevou para 2.645 o número de mortos em decorrência dos dois fortes terremotos que atingiram o país em 24 de junho. O balanço mais recente, divulgado pelo Ministério da Comunicação e Informação, também contabiliza 12.666 feridos, 6.462 resgatados com vida e 15.050 pessoas que permanecem desabrigadas.
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Os abalos provocaram danos estruturais em 885 edifícios e o colapso total de 189 construções. As autoridades já registraram 890 réplicas do movimento sísmico principal. O estado de La Guaira, na costa norte do país, próximo a Caracas, foi o mais afetado, com dezenas de complexos de apartamentos destruídos.
Assistência humanitária e resgates
O governo informou que foram distribuídas 9.486 toneladas de alimentos, 78.478 bolsas de comida e 453.326 litros de água à população afetada. O operativo de resposta mobilizou 29.567 agentes, contando com a participação de 3.305 socorristas internacionais e 25.846 voluntários registrados. Desde o início da emergência, 20.909 pacientes receberam atendimento médico. Também foram habilitados 59 acampamentos temporários para acolher os desabrigados.
As operações de resgate continuam, embora as chances de encontrar sobreviventes diminuam a cada dia. Na quinta-feira (2), uma operação em Caraballeda renovou as esperanças: equipes de emergência, com o auxílio de drones e cães farejadores, buscam por Fabio, um menino de nove anos que permanece soterrado desde o dia do terremoto. Segundo a ONU, o número de socorristas internacionais chegou a 3.000, e 13 pessoas foram resgatadas com vida durante a última semana.
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Negociações e situação política
A presidente interina, Delcy Rodríguez, informou que mantém conversações com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para “recuperar recursos” destinados à reconstrução da infraestrutura danificada. As negociações ocorrem seis meses após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a deputada Cilia Flores, por forças americanas em Caracas.
Paralelamente, a líder opositora exilada María Corina Machado afirmou, nesta sexta-feira (3), que seu retorno à Venezuela seria um “fator estabilizador” após os terremotos. Ela acusou o governo de Delcy Rodríguez de ter fechado o espaço aéreo do país especificamente para impedir o seu regresso.




















































