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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO grupo palestino Hamas anunciou, nesta segunda-feira (6), a dissolução do organismo que governa a Faixa de Gaza há quase duas décadas, abrindo caminho para que um comitê tecnocrático assuma a administração do território. A decisão foi comunicada pelo porta-voz do governo do Hamas, Ismail al-Thawabta, à agência de notícias AFP.
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O chefe do comitê de emergência governamental, Mohamed al-Farra, apresentou oficialmente sua renúncia, e o grupo decidiu dissolver a estrutura para “facilitar a transição administrativa e governamental” para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).
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Criação do comitê e contexto
O CNAG foi criado pela Junta de Paz estabelecida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante as negociações que resultaram em um cessar-fogo entre o Hamas e Israel em outubro de 2025.
Segundo o Hamas, todos os funcionários públicos seguirão prestando seus serviços normalmente e estão “dispostos a trabalhar sob a responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza”.
Reações e implicações
Em Israel, a medida é vista em grande parte como simbólica e de baixo efeito prático na segurança, mas pretende demonstrar que o grupo está disposto a entregar a administração do território, em consonância com o plano de 20 pontos do presidente americano Donald Trump para Gaza.
A iniciativa representa uma mudança política significativa para o movimento islamista palestino, que tomou o poder do enclave em 2007, após confrontos com o Fatah — a formação política do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, com sede em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.
Posição do Hamas
“O Hamas dá um novo passo ao renunciar a administrar a Faixa de Gaza para privar a ocupação de qualquer pretexto para continuar sua agressão e sua guerra de extermínio”, declarou à AFP o porta-voz do movimento, Hazem Qasem.
Ele acrescentou: “Esperamos que o Comitê Nacional para a Administração de Gaza possa entrar rapidamente na Faixa de Gaza, e o Hamas reafirma sua vontade de transferir as responsabilidades governamentais para assegurar o sucesso de sua missão”.
Uma liderança de alto escalão do Hamas, que pediu anonimato, afirmou à AFP que o movimento informou as outras facções palestinas sobre a decisão durante uma reunião recente no Cairo, e que todas elas aprovaram a medida.
Pontos de tensão
Apesar do anúncio, um dos principais pontos de fricção na região continua sendo o desarmamento do Hamas, algo que o grupo só cogita aceitar dentro do escopo de uma ampla iniciativa política palestina. Israel, por sua vez, se opõe a essa possibilidade nos termos propostos.




















































