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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou, nesta segunda-feira (5), uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A congressista pede a abertura de investigação por apologia ao crime e tentativa de golpe de Estado, em razão de publicações que sugerem uma atuação da agência antidrogas dos EUA (DEA) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A movimentação ocorre no rastro da operação militar norte-americana que capturou Nicolás Maduro no último sábado (3). Segundo Hilton, os parlamentares do PL utilizaram o episódio venezuelano para construir uma narrativa que legitima a interferência de potências estrangeiras sobre o Estado brasileiro.
Na representação, Erika Hilton argumenta que os congressistas extrapolaram o limite da crítica política ao normalizar a ideia de autoridades estrangeiras investigarem ou prenderem o chefe de Estado brasileiro.
“As publicações analisadas constroem, de forma deliberada, uma narrativa segundo a qual autoridades estrangeiras teriam legitimidade para investigar, prender, processar e julgar o Chefe de Estado brasileiro”, afirma o documento encaminhado à PGR.
Entre os conteúdos anexados à ação, destaca-se uma postagem que afirma: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”. Para a deputada, tal discurso incentiva simbolicamente a submissão do Brasil à jurisdição de outro país, o que configuraria uma afronta à Constituição.
“Ameaça direta à democracia”
Erika Hilton utilizou suas redes sociais para reforçar que sua função é denunciar o que classifica como “atos violentos ilegítimos” contra a independência nacional. Segundo ela, é alarmante que parlamentares, que deveriam zelar pela República, defendam narrativas que firam a soberania nacional.