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Três condições de saúde mental — depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) — podem aumentar significativamente o risco de desenvolver Alzheimer em idade mais jovem, segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia e publicado na revista científica Alzheimer’s & Dementia.
De acordo com os cientistas, indivíduos diagnosticados com uma ou mais dessas condições apresentaram maior probabilidade de desenvolver Alzheimer de início precoce, isto é, antes dos 65 anos. Em média, os pacientes com depressão, ansiedade ou TEPT desenvolveram a doença entre 2,2 e 6,8 anos mais cedo do que aqueles sem histórico dessas condições.
O estudo também observou que pessoas com três ou mais transtornos mentais foram diagnosticadas com Alzheimer quase oito anos antes do que a média registrada entre pacientes sem essas comorbidades.
“Essas descobertas sugerem que condições psiquiátricas contribuem de forma distinta para a suscetibilidade ao Alzheimer, ressaltando a importância de avaliações detalhadas de sintomas psiquiátricos em pessoas com doenças neurodegenerativas”, destacaram os autores.
Os pesquisadores também chamaram atenção para a “epidemia de depressão, isolamento social e saúde mental precária” entre populações idosas, o que reforça a necessidade de compreender melhor a interação entre saúde mental e doenças neurodegenerativas.
Apesar dos resultados, os especialistas ressaltaram que não foi possível comprovar uma relação de causa e efeito entre os transtornos mentais e o desenvolvimento precoce do Alzheimer, já que o estudo se baseou em registros médicos históricos e envolveu diferenças geracionais entre os participantes.
O Alzheimer de início precoce atinge pessoas com menos de 65 anos, geralmente entre os 40 e 60 anos. Segundo dados do NHS England, o número de britânicos que buscaram ajuda para problemas de saúde mental aumentou cerca de 40% desde antes da pandemia, alcançando quase 4 milhões de pessoas.