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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA atual crise alimentar que muitos países estão enfrentando como resultado da guerra na Ucrânia pode se tornar uma verdadeira “catástrofe” em 2023, alertou as Nações Unidas na manhã desta quarta-feira (8), pedindo aos governos que tomem medidas urgentes para evitá-la.
O secretário-geral da ONU, António Guterres , disse na quarta-feira (8) em Nova York que “para as pessoas em todo o mundo, a guerra, juntamente com outras crises, está ameaçando desencadear uma onda sem precedentes de fome e miséria”.
“Os preços dos alimentos estão em níveis quase recordes. Os preços dos fertilizantes mais que dobraram, soando um alarme em todos os lugares”, continuou Guterres.
“Sem fertilizantes, a escassez se espalhará de milho e trigo para todas as culturas básicas, incluindo arroz, com um impacto devastador em bilhões de pessoas na Ásia e na América do Sul também. A crise alimentar deste ano é sobre a falta de acesso. O ano que vem pode ser por falta de comida”, acrescentou.
Guterres também observou que o Programa Mundial de Alimentos estimou que o efeito cascata da guerra pode contribuir para que 47 milhões de pessoas enfrentem a insegurança alimentar este ano.
“A produção de alimentos da Ucrânia e os alimentos e fertilizantes produzidos pela Federação Russa devem ser trazidos de volta aos mercados mundiais – apesar da guerra”, disse o secretário-geral.
Durante a invasão, a Rússia bloqueou o Mar Negro, inibindo as exportações ucranianas. Agora, a Ucrânia foi forçada a usar trens ou portos fluviais menores para enviar mercadorias, incluindo grãos, observou a Reuters . Essas exportações são particularmente importantes porque a Ucrânia é um dos maiores exportadores mundiais de trigo, milho e óleo de girassol.
“Não podemos exportar nosso trigo, milho, óleo vegetal e outros produtos que desempenharam um papel estabilizador no mercado global”, disse Zelensky em um discurso divulgado na quinta-feira.
“Isso significa que, infelizmente, dezenas de países podem enfrentar uma escassez física de alimentos. Milhões de pessoas podem morrer de fome se o bloqueio da Rússia ao Mar Negro continuar”, acrescentou.























































