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Estados Unidos, Japão e Filipinas realizaram exercícios navais conjuntos nesta sexta-feira (28), perto do disputado banco de Scarborough, no Mar da China Meridional. O objetivo da ação é aumentar a preparação para possíveis crises em uma área de crescente tensão. Um navio militar chinês acompanhou as manobras à distância, sem interferir diretamente.
Segundo o comandante da marinha filipina, Irvin Ian Robles, uma fragata chinesa tentou se aproximar das águas onde os navios e aeronaves dos três países aliados operavam, mas foi alertada por rádio pela fragata filipina BRP Jose Rizal e se manteve afastada. “Houve um momento em que eles tentaram se aproximar mais, mas os desafiamos novamente”, declarou Robles a jornalistas a bordo do navio filipino.
Os exercícios navais, denominados Atividade de Cooperação Marítima Multilateral, foram abertos pela primeira vez a um pequeno grupo de veículos de imprensa de Manila, incluindo fotógrafos da agência Associated Press. Desde o ano passado, esses treinamentos conjuntos em alto mar têm sido uma constante no fortalecimento de alianças na região.
Durante as manobras, a BRP Jose Rizal, o destroyer americano USS Shoup e a fragata japonesa JS Noshiro navegaram em formação e se comunicaram por rádio. Helicópteros americanos e filipinos sobrevoaram a área, enquanto um grupo de marinheiros do USS Shoup se deslocou em lancha rápida para o navio filipino para conversar com seus colegas.
“Estamos aqui para apoiar nossos aliados e defender um Indo-Pacífico livre e aberto para todos”, disse o tenente da Marinha dos EUA, Alexander Horvath, à AP.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas das Filipinas, general Romeo Brawner Jr., destacou que esses exercícios permitem melhorias “vitais” na coordenação, táticas e consciência marítima compartilhada. “Cada edição fortalece nossa capacidade de responder aos desafios de segurança marítima e reforça nossa habilidade coletiva de proteger nossos interesses nacionais”, afirmou em comunicado.
A China reivindica quase a totalidade do Mar da China Meridional. Em 2016, uma decisão de arbitragem internacional invalidou essas reivindicações, mas Pequim rejeitou o processo, desconsiderou a resolução e continua a desafiá-la. Além da China e das Filipinas, Vietnã, Malásia, Brunei e Taiwan também reivindicam porções da área.
Nos últimos dois anos, os confrontos entre guardas costeiros e forças navais da China e das Filipinas se intensificaram significativamente.
Diante desse contexto, Estados Unidos, Japão e Filipinas aprofundaram sua aliança de segurança, com o objetivo de reforçar sua capacidade de dissuasão frente ao crescente poderio chinês em uma região chave para o comércio global. Esse bloco trilateral tomou forma sob a administração de Joe Biden.
Durante sua visita a Manila na sexta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, se reuniu com seu colega filipino, Gilberto Teodoro, e com o presidente Ferdinand Marcos Jr. Hegseth sublinhou que alianças como essa devem ser fortalecidas para aumentar a dissuasão frente a eventuais atos de agressão chinesa no mar disputado.
Após sua passagem pelas Filipinas, o funcionário americano tem previsão de viajar ao Japão, outro aliado chave de Washington na Ásia. “Os três países estão navegando juntos agora mesmo na região… enviando sinais de cooperação”, afirmou Hegseth. “Quanto mais ampla for nossa aliança, melhor. Quanto mais cooperação em matéria de segurança, melhor… quanto mais dilemas estratégicos para nossos adversários, melhor”.
Com informações da AP