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A Polícia Civil do Rio de Janeiro classificou o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, como um preso de “alta periculosidade” — o terceiro nível em uma escala que vai até quatro. A definição consta na Guia de Recolhimento de Presos da Polinter enviada à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e faz parte do processo contra o artista. A informação divulgada inicialmente pela Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira (25).
Oruam, de 25 anos, está detido na Penitenciária Serrano Neves, mais conhecida como Bangu 3, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste da capital fluminense. Ele foi colocado na Ala A, onde ficam os detentos “neutros”, enquanto a Ala B abriga integrantes do alto escalão do Comando Vermelho (CV).
Filho do traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como um dos principais chefes do CV, Oruam foi preso após se entregar à polícia na última terça-feira (22). Ele teve a prisão preventiva decretada após ser indiciado por sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
Segundo a Polícia Civil, o rapper teria tentado impedir a apreensão de um menor procurado por envolvimento com tráfico e roubo, na noite da última segunda-feira (21). Após a prisão, para evitar tumulto, Oruam passou por exame de corpo de delito na própria delegacia onde estava custodiado, com a presença de um perito e seu advogado.
Durante o exame, feito na sede da Polinter, na Cidade da Polícia, Zona Norte do Rio, o cantor negou ter sido agredido ou torturado por policiais. A perícia constatou um ferimento na mão do artista, que afirmou ter se machucado ao tentar fugir e cair no chão.
A Justiça do Rio manteve a prisão preventiva na audiência de custódia realizada na quarta-feira (23). A juíza Rachel Assad da Cunha destacou que não havia indícios de ilegalidade na prisão e que a Central de Audiência de Custódia não tem competência para rever decisões judiciais anteriores.
Bangu 3 abriga outros detentos de alta periculosidade ligados ao Comando Vermelho, como Marco Antônio Pereira Firmino (My Thor), Leonardo Farinazo Pampuri (Léo Barrão), Alexander de Jesus Carlos (Choque) e Arnaldo da Silva Dias (Naldinho).
No mesmo presídio, também chegou a ficar detido o funkeiro MC Poze do Rodo, preso em maio sob suspeita de apologia ao crime e associação ao tráfico. Ele atualmente responde ao processo em liberdade, após declarar afinidade com o CV ao entrar no sistema penitenciário.