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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUma jovem de 29 anos na Lituânia enfrenta uma condição médica extremamente rara que tem comprometido suas tentativas de engravidar: uma alergia ao sêmen do parceiro. O caso foi detalhado em um relatório publicado pela revista científica Frontiers in Medicine e chamou a atenção da comunidade médica por sua complexidade e impacto direto na fertilidade.
Segundo o relatório, a mulher passou quatro anos tentando engravidar naturalmente e realizou duas rodadas de fertilização in vitro (FIV), ambas sem sucesso. Com histórico de asma e alergias a mofo, pelos de animais e poeira, ela suspeitava que sua sensibilidade a alérgenos pudesse estar relacionada à dificuldade de concepção.
Testes laboratoriais identificaram que a paciente apresentava alta sensibilidade à proteína Can f 5 — presente na urina e na caspa de cães —, que, segundo estudos, pode estar relacionada a reações cruzadas com o sêmen humano. Exames de sangue também revelaram níveis elevados de eosinófilos, células do sistema imunológico associadas a reações alérgicas.
A jovem relatou a seu alergista que apresentava sintomas como espirros e congestão nasal após relações sexuais desprotegidas. Com base nesses relatos, os médicos realizaram testes com amostras de sêmen do parceiro e confirmaram que ela sofre de hipersensibilidade ao plasma seminal (HPS), uma condição rara e pouco diagnosticada.
Conhecida como HPS, a alergia ao sêmen é classificada como uma hipersensibilidade do tipo 1 — a mesma categoria que inclui reações severas a amendoins e pelos de animais. Os sintomas variam de coceira e inchaço na região íntima até casos mais graves, como falta de ar, urticária e anafilaxia.
Embora o uso de preservativos seja a principal forma de tratamento, a paciente se recusou a seguir essa alternativa por desejar engravidar naturalmente. Outras opções, como o uso de anti-histamínicos ou terapias de dessensibilização com plasma seminal diluído, mostraram-se ineficazes ou indisponíveis no país.
Três anos após o diagnóstico, a mulher retornou ao consultório médico sem conseguir engravidar e relatando novos sintomas, como irritação ocular e sensação de queimação na vulva após o contato com o sêmen.
A hipersensibilidade ao sêmen foi registrada pela primeira vez em 1967, mas acredita-se que seja subdiagnosticada. Estudos recentes indicam que até 12% das mulheres que apresentam sintomas após o sexo podem estar sofrendo de HPS. Atualmente, estima-se que a condição afete uma em cada 40 mil pessoas.
O caso reforça a necessidade de avaliações abrangentes em situações de infertilidade com causas não aparentes. “Este caso serve como um lembrete de que condições alérgicas aparentemente não relacionadas, quando combinadas, podem contribuir para dificuldades de saúde reprodutiva”, afirmaram os autores do estudo.






















































