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A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (14) a Operação Mirum III, para desarticular um grupo acusado de aplicar o chamado “golpe do novo número”, esquema em que criminosos se passam por familiares das vítimas para solicitar transferências de dinheiro. Ao todo, foram cumpridas 47 medidas cautelares em 13 cidades, incluindo o bloqueio de cerca de R$ 120 mil em bens.
Até a tarde, 20 pessoas haviam sido presas temporariamente. Também foram executados 23 mandados de busca e apreensão em municípios de Goiás — Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Bonfinópolis, Silvânia e Caldas Novas —, além de ações no Distrito Federal, Maranhão, Santa Catarina, Mato Grosso, Pará e Tocantins.
As investigações começaram após o golpe aplicado contra uma idosa, que teve prejuízo próximo a R$ 120 mil. Segundo a polícia, o grupo mantinha uma rede estruturada em três frentes: a abordagem às vítimas por meio de narrativas convincentes; o uso de “conteiros”, que cediam suas contas para receber valores ilícitos; e a lavagem de dinheiro por “pulverização”, técnica que espalha rapidamente os recursos por várias contas para dificultar o rastreamento.
De 2021 a 2024, foram registradas 157 ocorrências ligadas ao grupo em todo o país. O esquema, segundo a corporação, já movimentou centenas de milhares de reais, atingindo principalmente idosos e pessoas em momentos de fragilidade emocional.
A Operação Mirum III é uma continuação de ações anteriores. Na fase de 2023, um dos principais articuladores foi preso em Aparecida de Goiânia. Somando as etapas, 51 suspeitos já foram identificados e 48 prisões foram decretadas.
A ação contou com apoio das Polícias Civis de seis estados, do Distrito Federal e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Aproximadamente 140 policiais participaram da operação.