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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou um bloqueio completo a navios petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela.
Em postagem nas redes sociais, Trump afirmou que “a Venezuela está completamente cercada pela maior Marinha já reunida na história da América do Sul. Esse contingente só vai crescer, e o impacto para eles será como nunca antes visto, até que devolvam aos Estados Unidos todo o petróleo, terras e outros ativos que nos foram roubados anteriormente”.
Trump detalhou que “o regime ilegítimo de Maduro está utilizando o petróleo desses campos roubados para financiar atividades criminosas, incluindo narcoterrorismo, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros. Por causa do roubo de nossos ativos e de outras razões, como terrorismo, narcotráfico e tráfico de pessoas, o regime venezuelano foi designado como organização terrorista estrangeira”.
O presidente americano acrescentou: “Portanto, hoje ordeno um bloqueio total e completo de todos os navios petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela. Imigrantes ilegais e criminosos enviados pelo regime de Maduro aos Estados Unidos durante a fraca e inepta administração de Biden estão sendo devolvidos à Venezuela em ritmo acelerado”.
Trump concluiu: “Os Estados Unidos não permitirão que criminosos, terroristas ou outros países roubem, ameacem ou prejudiquem nossa nação, nem permitirão que um regime hostil se aproprie de nosso petróleo, terras ou qualquer outro ativo, tudo isso deve ser devolvido aos Estados Unidos IMEDIATAMENTE. Obrigado por sua atenção a este assunto!”.
Na semana passada, Trump anunciou que seu país interceptou e confiscou um navio petroleiro próximo à costa venezuelana, aumentando a tensão entre Washington e Caracas, que se mantém desde agosto devido ao deslocamento aeronaval dos EUA no Caribe.
Segundo o jornal The New York Times, o navio Skipper, que navegava sob falsa bandeira da Guiana, foi apreendido por ordem de um juiz norte-americano devido a vínculos anteriores com o contrabando de petróleo iraniano, sancionado pelos EUA, embora transportasse petróleo venezuelano nesta ocasião.
O Irã, um dos principais aliados da Venezuela, denunciou repetidamente a “atitude intimidadora”, “intervencionista” e “perigosa” de Washington em relação a Caracas nos últimos meses. Na última quarta-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, conversou por telefone com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reiterando seu apoio diante das “provocações hostis” dos Estados Unidos.
Estados Unidos renovam alerta de segurança para voos sobre a Venezuela
A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) renovou o alerta a companhias aéreas sobre a deterioração da segurança ao sobrevoar a Venezuela, recomendando extrema cautela na região da Informação de Voo (FIR) de Maiquetía, que abrange o espaço aéreo venezuelano e áreas do sul e leste do Caribe.
A medida, válida até 19 de fevereiro de 2026, ocorre em meio ao aumento da tensão entre Washington e Caracas, marcada por operações antinarcóticos do Comando Sul e recentes declarações de Trump sobre possíveis ações contra o narcotráfico na região.
O aviso da FAA alerta que “as ameaças podem representar risco potencial para aeronaves em todas as altitudes, incluindo sobrevoo, bem como nas fases de chegada e saída do voo”, e indica que o perigo pode se estender a aeroportos e aeronaves em solo na região afetada.
Após o primeiro alerta, emitido em 22 de novembro, várias companhias aéreas modificaram ou suspenderam voos para a Venezuela, diante da situação considerada “potencialmente perigosa” pelo órgão.
O governo de Maduro denunciou o deslocamento militar dos EUA no Caribe, defendido pela Casa Branca como estratégia antidrogas, como uma ameaça e tentativa de promover mudança de regime.
Em paralelo, a Copa Airlines anunciou a extensão da suspensão temporária de seus voos de e para Caracas até 15 de janeiro, enquanto a pista principal do Aeroporto Internacional de Maiquetía não estiver totalmente operante.
Em 29 de novembro, Trump afirmou em sua rede social Truth que o espaço aéreo venezuelano permaneceria “totalmente fechado”.
(Com informações da EFE e AFP)