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A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha e o caso do cachorro Caramelo, ambos ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis. Um adolescente foi apontado como agressor de Orelha, enquanto quatro jovens foram responsabilizados pela tentativa de afogamento de Caramelo.
De acordo com o delegado Renan Balbino, os atos cometidos pelos adolescentes foram considerados infracionais análogos a crimes de maus-tratos. A investigação analisou mais de 1.000 horas de imagens de 14 câmeras de monitoramento, além de depoimentos de testemunhas e suspeitos, identificação de contradições nos relatos e localização geográfica de um dos suspeitos por meio de um software francês contratado pela Polícia Civil.
O inquérito revelou que Orelha foi agredido com uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou objeto rígido, como pedaço de madeira ou garrafa. O cão, que era cuidado por moradores da comunidade, morreu em 4 de janeiro, após ser encontrado em estado crítico.
No caso de Caramelo, quatro adolescentes foram representados por maus-tratos. Já no caso de Orelha, a Polícia Civil solicitou a internação provisória do adolescente apontado como agressor, enquanto três adultos foram indiciados por coação.
O delegado explicou que o desenrolar do caso começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente deixou o condomínio na Praia Brava. Segundo Balbino, o jovem mentiu em depoimento ao afirmar que permaneceu na piscina, enquanto imagens e testemunhas comprovaram que ele estava na praia no momento da agressão.
A investigação será agora analisada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que deve decidir sobre medidas judiciais contra os envolvidos.
O caso de Orelha gerou comoção nacional, incluindo protestos em cidades como São Paulo, com o movimento #JustiçaPorOrelha, que exigiu respostas das autoridades sobre os maus-tratos cometidos contra o cão comunitário.