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Uma pesquisa realizada pelo Real Time Big Data indica que 62% dos brasileiros consideram que a homenagem feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Carnaval foi propaganda eleitoral antecipada. Outros 38% afirmaram que não viram caráter eleitoral na apresentação.
O levantamento foi feito com 1.200 entrevistas entre os dias 18 e 19 de fevereiro, em todo o país, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Entre os que assistiram ao desfile, 47% se disseram indiferentes, 30% sentiram raiva e 23% admiração.
A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial, foi a primeira escola a desfilar no domingo (15) com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A escola acabou rebaixada para a Série Ouro do Carnaval carioca, recebendo notas baixas nos quesitos técnicos, embora tenha obtido nota 10 na categoria samba-enredo, atribuída por dois jurados.
O desfile gerou polêmica por incluir representações de evangélicos em “lata de conserva”, provocando reação da Bancada Evangélica e de políticos de direita. O deputado federal Nikolas Ferreira anunciou que acionará o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) com base em intolerância religiosa.
O presidente Lula esteve presente no sambódromo, mas não desfilou, e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, desistiu de participar no último carro alegórico. Segundo a assessoria, Janja optou por não sair na avenida para evitar perseguição à agremiação e ao presidente.
Havia também receio no governo de que a presença de Janja pudesse ser interpretada como campanha eleitoral antecipada. Na quinta-feira (12), o ministro Sidônio Palmeira (Comunicação Social) proibiu que ministros do primeiro escalão desfilassem na escola, recomendando o uso de camarotes no Sambódromo da Marquês de Sapucaí para reduzir riscos de desgaste político em ano eleitoral.