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Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento em que mulheres reagem com gritos e risadas nervosas ao perceberem que o complexo do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, foi atingido por um ataque aéreo. (Vídeo no final da matéria).
As imagens mostram fumaça subindo acima da área próxima aos escritórios de Khamenei, enquanto pessoas observam a cena de um terraço nas proximidades. “Oh my God, eles atingiram. Eles atingiram. Oh my God”, grita uma mulher no vídeo.
Segundo um funcionário israelense, Estados Unidos e Israel miraram Khamenei e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em ataques realizados neste sábado (28). O resultado das ofensivas, no entanto, permanece incerto.
A primeira explosão ocorreu nas imediações dos escritórios do líder supremo. A imprensa iraniana relatou bombardeios em diversas regiões do país, com colunas de fumaça visíveis na capital.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que Washington iniciou “grandes operações de combate no Irã”. Ele declarou que Teerã continua desenvolvendo seu programa nuclear e que estaria avançando na produção de mísseis com capacidade de alcançar os EUA.
Em coletiva, o porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani, afirmou que Israel identificou uma “aceleração significativa” no programa de mísseis iraniano, com produção de dezenas de mísseis balísticos por mês. Segundo ele, não houve impactos significativos em território israelense nas primeiras horas após o início da operação.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou que suas forças armadas iniciaram uma “resposta decisiva” aos ataques. Em comunicado, o governo orientou a população a evitar áreas consideradas alvos potenciais e informou que escolas e universidades foram fechadas, enquanto bancos permaneceram em funcionamento.
A Alemanha informou ter sido avisada previamente sobre os ataques israelenses e convocou uma reunião de sua equipe de gestão de crise. O governo alemão recomendou que seus cidadãos no Irã, em Israel e na região sigam as orientações das autoridades locais.
De acordo com a agência The Associated Press, duas autoridades ligadas a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque relataram que, há dois meses, representantes iranianos se reuniram com grupos aliados para discutir planos de resposta em caso de ataque ao país. Entre as possibilidades estariam ações contra interesses e forças dos EUA no norte do Iraque e na Jordânia.
Tropas americanas deixaram bases sob controle do governo central iraquiano após acordo para encerrar a missão da coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico, mas ainda permanecem na região curda.
A milícia iraquiana Kataib Hezbollah divulgou comunicado pedindo que seus combatentes se preparem para uma “guerra de desgaste prolongada”. O grupo também alertou o governo regional curdo contra colaboração com forças estrangeiras.