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A primeira-dama Janja da Silva afirmou nesta terça-feira (3) que foi assediada duas vezes durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo estando em locais que considera seguros e acompanhada de equipe de segurança.
Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Janja destacou a fragilidade da proteção mesmo para mulheres em posições públicas:
“Está insuportável para nós mulheres. Eu, como primeira-dama, não tenho segurança em nenhum lugar que eu estou. Eu já fui assediada neste período duas vezes. Eu, sendo primeira-dama, estando nos lugares que acho que me são seguros e, mesmo assim, fui assediada.”
Ela ressaltou ainda que, se mesmo com toda a estrutura de proteção é possível sofrer assédio, outras mulheres estão ainda mais vulneráveis:
“Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, cuidados, sou assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus 10 horas da noite. A gente não tem segurança em nenhum lugar.”
Durante a entrevista, Janja relembrou casos internacionais, como o da presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), que foi assediada em público na Cidade do México em novembro de 2025.
A primeira-dama defendeu a necessidade de políticas integradas de combate à violência contra mulheres:
“É necessário que diferentes caminhos [educação, legislação, punição etc.] se encontrem. Só assim a gente vai conseguir chegar a uma sociedade em que nós nos sentimos seguras.”
Questionada sobre a possibilidade de registrar boletim de ocorrência, Janja afirmou que a denúncia é uma decisão pessoal:
“A denúncia é muito pessoal, não admito que ninguém coloque o dedo na minha cara e diga: ‘Você não denunciou’. Eu sei o momento de falar as coisas e eu sei os meus momentos.”
O relato da primeira-dama reforça o debate sobre segurança feminina e assédio em espaços públicos, mostrando que mesmo autoridades públicas estão vulneráveis a este tipo de violência.