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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, xingou e criticou duramente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante um telefonema na última segunda-feira (1º). A informação é do portal americano Axios, com base em três fontes familiarizadas com a conversa.
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O motivo da discussão
A tensão teria ocorrido por discordâncias a respeito da intensificação de ataques israelenses contra o Líbano. Horas antes da ligação, Netanyahu havia ordenado uma operação contra Beirute — que foi mais tarde cancelada por Trump.
Segundo as fontes, Trump acusou Netanyahu de “ingratidão” e teria dito:
“Você está completamente louco. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele. Todo mundo te odeia agora. Todo mundo odeia Israel por causa disso.”
A declaração sobre uma possível prisão faz referência ao julgamento de corrupção contra Netanyahu, ainda em andamento. Em outubro do ano passado, Trump apoiou o premiê e pressionou o presidente de Israel, Isaac Herzog, para que o perdoasse.
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O contexto da crise
A profusão de xingamentos teria ocorrido depois de o Irã ameaçar deixar a mesa de negociações devido à escalada da guerra no Líbano. Trump alertou Netanyahu que um ataque a Beirute isolaria ainda mais Israel da comunidade internacional.
Cada vez mais furioso, o presidente americano teria perguntado a Netanyahu:
“Que merda você está fazendo?”
Trump teria dito que entende os ataques do Hezbollah e a necessidade de resposta militar de Israel, mas advertiu que o premiê estava intensificando o conflito de forma desproporcional. Ele também demonstrou preocupação com o alto número de mortos no Líbano — mais de 3.400 vítimas — e se opôs à destruição de prédios para eliminar apenas um comandante do Hezbollah.
As versões oficiais
Apesar dos alertas, após o telefonema, Netanyahu divulgou um comunicado no qual afirmava que atacaria Beirute no futuro caso os combatentes continuassem a atingir Israel. Por enquanto, disse ele, a ofensiva ficará restrita ao sul do Líbano.
Trump, por sua vez, escreveu na Truth Social, rede social da qual é dono, que teve uma “conversa muito produtiva” com o premiê e que “não haverá tropas a caminho de Beirute”. Ele declarou que também teve uma discussão produtiva com representantes do Hezbollah, na qual “eles concordaram que todos os disparos cessarão — que Israel não os atacará e que eles não atacarão Israel”.





















































