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A Polícia Federal (PF) interceptou uma mensagem cifrada enviada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) e a interpretou como uma referência direta a um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,45 milhões. A expressão “à altura do vão é 2,45m” teria sido utilizada pelo parlamentar para disfarçar uma negociação imobiliária oculta com investigados ligados ao Banco Master.
A revelação consta nos autos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quinta-feira (18), que tem o líder do governo no Senado como um de seus alvos centrais.
Segundo os investigadores, Jaques Wagner teria encaminhado a Augusto Ferreira Lima — dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master — os dados do empreendimento Poème Horto, localizado em Salvador (BA), junto aos contatos do corretor responsável pela venda. Na sequência, o banqueiro teria acionado Valério Marega Júnior, da WNT Gestora, para operacionalizar a aquisição do imóvel, contando com o auxílio dos operadores Daniel Lopes Monteiro e David Lopes Monteiro.
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A PF ressalta que, mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero no final de 2025, as tratativas relacionadas ao apartamento não foram interrompidas. As negociações teriam continuado ativas por meio de reuniões presenciais, chamadas de voz, videoconferências e trocas de minutas contratuais.
O Escopo da Nova Fase
Além de Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, a nova etapa da operação mira pessoas físicas e jurídicas ligadas ao entorno do senador e do banqueiro, bem como empresas que mantêm relações comerciais com o Banco Master e o Credcesta.
Os agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), com alvos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.
O Outro Lado
Em nota enviada à imprensa, a defesa do banqueiro Augusto Ferreira Lima contestou a ação da PF e classificou as diligências desta quinta-feira como “desnecessárias”:
“Nosso cliente está há seis meses integralmente à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. As medidas hoje cumpridas contribuirão, em definitivo, para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”, afirmaram os advogados de Augusto Lima.
Até o fechamento desta reportagem, a assessoria e a defesa do senador Jaques Wagner e dos demais citados no inquérito não haviam se manifestado publicamente. O espaço segue aberto para manifestações.





















































