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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO regime iraniano iniciou nesta sexta-feira (3) os preparativos finais para os funerais de Estado do líder supremo Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro após um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel, no estopim da guerra que abalou o Oriente Médio.
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O corpo do aiatolá, coberto pela bandeira nacional, chegou à Grande Mesquita do Imã Khomeini, em Teerã, onde as cerimônias oficiais começam neste sábado (4) e devem se estender por três dias. As autoridades estimam reunir entre 15 e 20 milhões de pessoas apenas na capital, o que tornaria o evento o maior funeral da história do Irã.
“A grande participação pública na procissão fúnebre do líder mártir será, na verdade, outro referendo para a República Islâmica”, afirmou o imã da oração de sexta-feira em Qom, Mohammad Saidi, em declaração citada pela agência Reuters.
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Cerimônias e itinerário
Os funerais, inicialmente previstos para março, foram adiados devido ao desenrolar do conflito armado. Agora, as homenagens se estenderão por quase uma semana, com atos em Teerã, Qom, Mashhad e também no Iraque.
Após os ritos iniciais na capital, um cortejo levará o féretro de Khamenei para Qom. Em seguida, os restos mortais viajarão para as cidades sagradas iraquianas de Najaf e Karbala, palcos de novas homenagens. O sepultamento definitivo ocorrerá em Mashhad, cidade natal do líder, no dia 9 de julho, ao lado do santuário do imã Reza.
Junto ao féretro de Khamenei também estarão os corpos de vários familiares mortos no mesmo ataque de fevereiro, incluindo uma filha, um genro, uma nora e uma neta do aiatolá.
Novo líder ferido não confirma presença
O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá, assumiu o posto no início de março, logo após a morte do pai. Segundo informações oficiais, ele ficou ferido durante o bombardeio contra a residência da família e, desde então, tem se comunicado exclusivamente por meio de mensagens escritas. Sua presença nas cerimônias fúnebres ainda não foi confirmada.
Em vários pontos de Teerã, já foram instalados cartazes com imagens de Mojtaba ao lado do retrato do pai sob um punho erguido, tradicional símbolo da Revolução Islâmica.
Segurança e mobilização internacional
O regime montou um forte aparato de segurança e logística para o evento. O Estado disponibilizou transporte, alojamento e alimentação para mobilizar simpatizantes vindos de todas as províncias. Grandes setores da capital foram fechados ao trânsito, sob intenso controle policial e militar.
O aeroporto de Teerã opera com restrições parciais e ficará completamente fechado na segunda-feira (6), decretada feriado nacional. Cerca de 30 países enviarão comitivas para as cerimônias. Entre os confirmados estão o ex-presidente russo Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e o dirigente parlamentar chinês He Wei. Representantes europeus não foram convidados.
Comparação histórica
Em 1989, as exéquias do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini, reuniram cerca de 10 milhões de pessoas, registrando tumultos e avalanches humanas que causaram mortes. Desta vez, as autoridades iranianas esperam superar amplamente essa marca histórica durante as despedidas a Ali Khamenei.




















































