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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO governo dos Estados Unidos classificou como “absurdo” o posicionamento do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que expressou preocupação com a possibilidade de uma intervenção militar americana em território brasileiro após a classificação das facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
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Em nota, o Departamento de Estado do governo Donald Trump defendeu que os EUA estão tomando “medidas decisivas” no combate ao narcoterrorismo e sugeriu que a narrativa adotada pelo Itamaraty pode servir de pretexto para acobertar grupos criminosos.
“Esse comentário é absurdo. Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, com base em suas próprias prerrogativas soberanas, para combater narcoterroristas. Essas facções brasileiras agora atuam nos Estados Unidos, e nós defenderemos nossa população contra elas. Alegações vagas de intervenção costumam ser um pretexto para auxiliar e incentivar alguns dos grupos mais violentos do mundo”, afirmou o órgão americano.
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O posicionamento do Itamaraty
Na segunda-feira (6), Mauro Vieira se manifestou sobre o tema ao responder a um requerimento de informações enviado pela Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES). Na ocasião, o chanceler afirmou oficialmente que a designação dada por Washington abre brechas para o uso da força militar e cria “sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal”.
“A designação pode servir para que autoridades americanas apliquem medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras, inclusive contra aquelas sem vínculos diretos com os EUA ou cuja ligação com os grupos designados seja indireta ou meramente involuntária”, argumentou o ministro brasileiro.
Vieira acrescentou que a medida de força “não trará benefícios concretos” para a ação conjunta entre os dois países. Segundo o Itamaraty, ferramentas como troca de informações, apreensão e devolução de ativos e combate à lavagem de dinheiro já estão plenamente amparadas pelos mecanismos tradicionais de cooperação internacional.
Histórico da decisão
O governo brasileiro vinha se posicionando contra a rotulação das facções como terroristas internacionais desde que a proposta ganhou força na Casa Bi_anca. A classificação foi oficializada por Washington em junho deste ano, sob a justificativa de proteger a segurança nacional americana.
A escalada nas declarações joga luz sobre um momento de forte tensão diplomática. Enquanto o governo brasileiro defende de forma irredutível a sua soberania nacional, sustentando que o combate às facções deve ser gerido por instituições internas, a gestão Trump justifica as medidas unilaterais como prerrogativa de defesa de suas próprias fronteiras.



















































