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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou nesta quinta-feira (16) a conclusão de uma nova onda de bombardeios contra o Irã, marcando a sexta noite consecutiva de ataques norte-americanos. A ofensiva teve como alvo “dezenas de objetivos militares”, incluindo postos de vigilância costeira, sistemas de defesa aérea, infraestrutura logística e capacidades marítimas, segundo comunicado oficial.
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As forças americanas utilizaram aviões de combate, drones e navios de guerra para lançar munições de precisão. Mais de 50 mil militares dos EUA permanecem mobilizados em todo o Oriente Médio.
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Ataque a hospital e acusações de crime de guerra
O Irã acusou Washington de cometer um “crime de guerra” após um bombardeio registrado nas proximidades de um hospital oncológico infantil na cidade de Ahvaz, no sudoeste do país. As autoridades iranianas também informaram que projéteis americanos atingiram um aeroporto na província de Semnan, no norte do país, mas sem deixar vítimas fatais.
Escalada e ameaças recíprocas
A campanha atual de bombardeios é menos intensa do que a registrada entre março e o início de abril, segundo a agência Bloomberg. O presidente Donald Trump reiniciou a ofensiva no fim de semana ao declarar encerrado o memorando de entendimento firmado em 17 de junho, após o Irã atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz. Trump já advertiu que pode escalar os ataques contra usinas elétricas e pontes até que o Irã reabra o estreito.
Em resposta, um porta-voz do comando militar iraniano ameaçou retaliar:
“Tudo o que permaneceu intacto até agora será destruído, ou seja, toda a infraestrutura da região caso Washington ataque a rede elétrica do país.”
O Irã também pediu a seus aliados houthis no Iêmen que fechem a rota petrolífera do Mar Vermelho caso esse cenário se concretize.
Ataque a petroleiro e impacto econômico
Em sua primeira ação desde o reinício do cerco, o exército americano atacou um superpetroleiro de bandeira de Curaçao perto da ilha de Kharg, o principal terminal de exportação de petróleo do Irã, após o navio ignorar múltiplas advertências enquanto se dirigia a um porto iraniano.
O Centcom reimpôs o cerco naval sobre portos e navios iranianos na terça-feira (14). O bloqueio já afeta gravemente a economia iraniana: o rial se depreciou 20% desde o acordo, cotado a cerca de 1,9 milhão de riais por dólar.
Estreito de Ormuz fechado e petróleo em alta
O tráfego comercial no Estreito de Ormuz caiu drasticamente. O fluxo médio de petróleo nos sete dias até quarta-feira foi de cerca de 5,5 milhões de barris por dia, ante 9,4 milhões na semana anterior. O estreito permanece praticamente fechado para o tráfego convencional, mantendo o preço do barril de Brent estável em torno de US$ 85, uma alta de 11% em relação à semana anterior.
Contra-ataque iraniano e diplomacia
O Irã respondeu com ataques contra bases americanas na região, e países como Kuwait, Jordânia e Bahrein relataram ter interceptado projéteis hostis. O presidente do Parlamento iraniano e chefe negociador, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país “não tem razão para seguir comprometido” com o acordo provisório. Um porta-voz do exército iraniano foi categórico:
“Enquanto os Estados Unidos não aceitarem o sistema legal iraniano, o estreito permanecerá fechado.”
Do lado americano, o vice-presidente JD Vance, em entrevista ao podcaster Joe Rogan, descreveu a estratégia de Washington como “um delicado baile diplomático” que combina pressão econômica, ação militar e negociações, descartando, por ora, o envio de tropas terrestres para uma mudança de regime.






















































