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Foto: Polícia Federal

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Vereador do PSDB se entrega à PF em operação que desvendou desvios de R$ 1,4 bilhão na Bahia

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Nesta quarta-feira (11), o vereador eleito de Nazaré, Junior Figueiredo (PSDB), entregou-se à Polícia Federal em Salvador. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa responsável por desvios milionários de recursos públicos, segundo as autoridades.

A Receita Federal identificou um esquema sofisticado que redirecionava verbas de emendas parlamentares e convênios para empresas e pessoas ligadas a administrações municipais. O grupo teria supostamente movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão.

Segundo a TV Bahia, Junior Figueiredo, considerado foragido desde terça-feira (10), foi localizado após uma câmera de reconhecimento facial identificá-lo dirigindo em Salvador. Com a prisão do vereador, já foram capturados 16 dos 17 alvos de mandados de prisão preventiva na Operação Overclean. Apenas Itallo Moreira de Almeida, servidor da Secretaria de Educação do Tocantins, permanece foragido.

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Influência política em Lauro de Freitas

A investigação aponta que Ailton Figueiredo Souza Junior, nome completo do vereador, desempenhava papel significativo em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Ele teria amplo acesso aos setores da prefeitura, inclusive influenciando pagamentos ligados a contratos municipais.

Um dos contratos citados é o firmado entre o Fundo Municipal de Saúde e a empresa PAP Saúde Ambiental EIRELI, gerida por Alex Parente, identificado como um dos líderes do esquema. Conversas analisadas revelaram a forte influência de Junior na administração local, detalha a decisão judicial.

Operação Overclean e a rede de desvios

A organização criminosa, segundo a decisão judicial assinada pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro, atua de maneira coordenada desde 2021. Os desvios vieram à tona durante as investigações do pregão eletrônico 3/2021, realizado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). O pregão, inicialmente voltado para obras de engenharia em estradas vicinais, revelou um esquema muito mais amplo.

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Quatro nomes formam o núcleo central da organização: Alex Rezende Parente, Fábio Rezende Parente, José Marcos de Moura e Lucas Maciel Lobão Vieira. As empresas controladas por esses líderes, como a Allpha Pavimentações, apresentam crescimentos suspeitos. Fundada em 2017 com capital social de R$ 30 mil, a Allpha hoje tem capital estimado em R$ 16 milhões e obteve contratos de cerca de R$ 150 mil com o DNOCS.

Mandados e apreensões

Além das prisões, a Polícia Federal cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de bens em cinco estados: Bahia, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

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