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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, morreu neste domingo (24) no Rio de Janeiro, aos 93 anos. Segundo o Hospital Copa D’Or, ele estava internado com uma infecção respiratória que evoluiu para complicações renais. Nos últimos dias, o artista recebia cuidados paliativos.
O velório será realizado nesta segunda-feira (25), das 12h às 15h, na Capela Celestial do Crematório Memorial do Carmo, no Rio.
Carioca nascido em 1932, Jaguar iniciou sua carreira em 1952, desenhando para a revista Manchete. Ele adotou o famoso pseudônimo por sugestão do cartunista Borjalo. Consagrou-se nos anos 1960 como um dos principais cartunistas da revista Senhor, e também colaborou com publicações como a Revista Civilização Brasileira, Última Hora e Tribuna da Imprensa.
Em 1968, ele lançou seu primeiro livro, “Átila, você é bárbaro”, um sucesso instantâneo que, com ironia, combatia o preconceito e a violência. O cronista Paulo Mendes Campos descreveu a obra como “um livro de poemas gráficos”.
No ano seguinte, em 1969, Jaguar, Tarso de Castro e Sérgio Cabral fundaram o jornal Pasquim. A publicação se tornou um símbolo da imprensa alternativa que enfrentou a Ditadura Militar, reunindo expoentes do jornalismo e das artes brasileiras, como Millôr Fernandes, Ziraldo, Henfil e Paulo Francis.
Foi Jaguar quem batizou o jornal e criou o popular ratinho Sig, uma referência a Sigmund Freud. O personagem neurótico e libidinoso, apaixonado pelas atrizes Odete Lara e Tânia Scher, nasceu de uma tirinha publicitária para a cerveja Skol, chamada “Chopnics”.
Em sua última entrevista, concedida no mês passado para a revista ELA em comemoração ao centenário do jornal O GLOBO, Jaguar refletiu sobre sua vida. “Tive uma vidinha boa. Não me aprofundava em meditações, ia vivendo o momento”, disse, mantendo sua filosofia até o fim: “Não planejo o futuro nem lamento nada do que fiz”.




















































