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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou seis policiais militares do Batalhão de Choque pelos crimes de peculato e furto qualificado durante a Operação Contenção, realizada em 28 de outubro, nas comunidades do Complexo Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.
De acordo com o MPRJ, as irregularidades foram identificadas por meio das imagens das câmeras operacionais portáteis (COPs), que registraram os agentes subtraindo um fuzil e peças de um veículo desmanchado.
O fuzil, semelhante ao modelo AK-47, estava escondido dentro de uma residência onde cerca de 25 homens foram rendidos durante a abordagem policial. As imagens mostram os policiais pegando a arma e escondendo-a em uma mochila. O item não foi incluído entre os objetos oficialmente apreendidos ao final da operação.
Além disso, os policiais tentaram impedir o registro de um furto decorrente do desmanche de um Fiat Toro encontrado estacionado na Vila Cruzeiro, na Penha. Foram subtraídos o tampão do motor, o farol e as capas dos retrovisores, segundo a investigação.
“O Termo de Análise de Vídeo registra episódios de manipulação direta das câmeras corporais, incluindo tentativa de desligamento, com o objetivo de garantir impunidade e comprometer o controle interno e externo da atividade policial. Em diferentes momentos, os agentes tentaram cobrir, retirar ou desviar o campo de visão das câmeras, prejudicando a produção de provas e distorcendo a documentação das ações policiais”, destacou nota oficial do MPRJ.
Na última sexta-feira (28), cinco dos policiais foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar. O programa Fantástico, exibido neste domingo (30), apresentou as imagens das câmeras corporais que embasaram as prisões e as denúncias.
O MPRJ informou que a Promotoria de Justiça e a Auditoria Militar seguem analisando as imagens para responsabilizar os agentes e identificar outros possíveis delitos cometidos durante a operação.
A Polícia Militar ressaltou que os envolvidos responderão a processo administrativo disciplinar, além das ações na esfera judicial. A porta-voz da corporação, Claudia Moraes, afirmou que as imagens também servem para proteger o bom policial e expor o mau comportamento, garantindo maior transparência na fiscalização da atividade policial.