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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se reúne nesta segunda-feira (8), às 11h, para deliberar sobre a manutenção ou revogação da prisão preventiva do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União), detido na última quarta-feira (3) sob suspeita de ter vazado informações sobre a operação que levou à prisão do ex-deputado Thiego Santos Silva, conhecido como TH Joias.
O colegiado da CCJ, formado por sete parlamentares, vai elaborar um Projeto de Resolução que será submetido à votação em plenário às 15h, com a participação de todos os 69 deputados da Alerj. Para revogar a prisão de Bacellar, são necessários pelo menos 36 votos favoráveis, o equivalente à maioria simples.
Os membros da CCJ são: Rodrigo Amorim, presidente da comissão (União Brasil); Fred Pacheco, vice-presidente (PMN); Chico Machado (Solidariedade); Luiz Paulo (PSD); Alexandre Knoploch (PL); Elika Takimoto (PT) e Vinicius Cozzolino (União Brasil).
Enquanto a decisão não é tomada, o primeiro vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), considerado braço direito de Bacellar, assume interinamente o comando da Casa. União Brasil e PL, partidos de Bacellar e Delaroli, juntos, somam 28 cadeiras na Assembleia.
Bacellar permanece preso no âmbito da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de vazamento de informações para beneficiar TH Joias. Imagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o ex-deputado teria sido alertado com antecedência sobre a operação que resultaria em sua prisão, ocorrida há três meses. Segundo a PF, Bacellar teria recomendado que TH destruísse provas.
Câmeras de segurança registraram um caminhão-baú estacionado em frente à residência de TH Joias, retirando caixas e objetos horas antes da operação. Além disso, a Polícia Federal divulgou imagens de R$ 90 mil em dinheiro apreendidos no carro utilizado pelo deputado para prestar depoimento na corporação.
TH Joias, preso por tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de armas para o Comando Vermelho, teria enviado a Bacellar vídeos da mudança de seus pertences, mensagens indicando a troca de celular e gravações que mostravam freezers cheios de carne, em tom de deboche sobre a ação policial. A PF considera esses elementos suspeitos e os investiga como possíveis indícios de obstrução de justiça.
A decisão da Alerj será comunicada ao Judiciário, que aguardará o resultado da votação para determinar os próximos passos do processo.
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