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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta segunda-feira (19), um pedido formal de autorização para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, possa visitá-lo no Complexo Penitenciário da Papuda. Bolsonaro está detido desde a última quinta-feira (15) em uma Sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do DF, conhecido como “Papudinha”.
Além do governador paulista, os advogados solicitaram autorização para a entrada de Diego Torres Dourado, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ex-assessor de Tarcísio, e de Bruno Scheid, vice-presidente do PL de Rondônia e pré-candidato ao Senado.
Reencontro político e pessoal
O último encontro presencial entre Bolsonaro e Tarcísio de Freitas ocorreu em 29 de setembro de 2025, época em que o ex-presidente ainda cumpria prisão domiciliar. Na ocasião, Tarcísio reforçou publicamente seu apoio ao aliado, classificando o encontro como uma “visita de cortesia a um amigo” e negando, naquele momento, pretensões de disputar a Presidência, mantendo o foco em sua reeleição ao governo paulista.
Regras da custódia e “Sala de Estado-Maior”
A transferência de Bolsonaro para a Sala de Estado-Maior foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que considerou o local mais adequado e com condições “mais favoráveis” para o ex-presidente.
De acordo com a decisão de Moraes, Bolsonaro possui regras específicas para visitas:
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Familiares próximos: Michelle Bolsonaro, os filhos e parentes diretos têm autorização para visitas semanais permanentes às quartas e quintas-feiras, em horários ampliados (manhã e tarde).
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Outras visitas: Pessoas que não integram o núcleo familiar direto, como é o caso de Tarcísio de Freitas e Bruno Scheid, precisam seguir as normas da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), que exigem cadastro prévio online e agendamento presencial.
O ministro ressaltou que as concessões — que incluem fisioterapia e entrega diária de comida caseira — não configuram privilégio incompatível com o regime fechado, refutando críticas de que a unidade funcionaria como uma “colônia de férias”.
Condenação definitiva
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado. A sentença definitiva é referente à sua condenação por liderar a organização envolvida na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023.