Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, buscou reduzir a tensão entre a corporação e o Supremo Tribunal Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (26). Em declaração pública, ele afirmou que o material apreendido na Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, já está sob análise pericial e que as decisões do ministro Dias Toffoli não prejudicaram o andamento dos trabalhos.
A fala ocorreu durante a cerimônia de ingresso de novos agentes na Academia Nacional de Polícia, em um momento em que o STF conduz uma segunda rodada de depoimentos sobre o caso.
Equilíbrio entre Judiciário e Investigação
A investigação enfrenta um cenário atípico: Toffoli limitou o acesso da PF aos dados apreendidos na segunda fase da operação, determinando que o material seja analisado exclusivamente por quatro peritos específicos nomeados pelo próprio ministro.
Embora o movimento tenha gerado críticas internas, Andrei Rodrigues evitou o confronto direto. “Há um processo regular a ser seguido. O papel do juiz nesses casos é fundamental, e nós seguimos instruindo as investigações conforme as determinações judiciais”, declarou o diretor-geral.
Ele reiterou que, apesar das restrições impostas pelo relator, a perícia está em curso. “A instrução segue de forma regular e não há qualquer prejuízo à investigação”, reforçou Rodrigues.
Bastidores e a “Hora de Ouro”
O tom diplomático de hoje contrasta com manifestações anteriores da própria Polícia Federal enviadas ao STF. Em representações formais, investigadores avaliaram que as decisões iniciais de Toffoli comprometeram as chamadas “horas de ouro” — o período crítico logo após a apreensão, onde a agilidade na análise de dados é vital para o sucesso da operação.
Apesar desse desconforto nos bastidores, Rodrigues aproveitou o evento para reafirmar o compromisso da instituição com a independência técnica. “A Polícia Federal combate o crime organizado com base exclusivamente na Constituição e na lei”, pontuou, garantindo que a PF atua sem critérios políticos ou econômicos.
Próximos Passos
Com os peritos já acessando o conteúdo apreendido, a expectativa agora recai sobre o relatório que será produzido a partir desses dados. Rodrigues confirmou que os argumentos da PF contra as restrições de acesso foram devidamente formalizados nos autos do processo, mas que a corporação respeita a soberania das decisões do magistrado.