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A Polícia Militar do Distrito Federal enviou nesta sexta-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório detalhando a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro desde sua transferência para o 19º Batalhão da PM, conhecido como “Papudinha”, em 15 de janeiro. O documento foi elaborado a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito da trama golpista e da execução da pena de Bolsonaro.
De acordo com o relatório, o ex-presidente realiza caminhadas diárias na própria unidade prisional. Foram registradas seis solicitações de exercício físico, totalizando 5 horas e 7 minutos fora da cela apenas para caminhar. Além disso, Bolsonaro participou de sessões de fisioterapia em dias alternados, acompanhadas por profissional da unidade.
O documento também aponta que o ex-presidente recebeu pelo menos quatro visitas diárias de médicos, entre profissionais da Secretaria de Saúde do DF e seus médicos particulares. As avaliações incluíam medição de pressão arterial, frequência cardíaca e oxigenação, conforme detalha a PM.
Apesar da decisão de Moraes que permite a leitura de livros para remição de pena — programa do Conselho Nacional de Justiça que permite “anular” quatro dias de pena para cada obra lida e resenhada —, o relatório indica que nas duas primeiras semanas na Papudinha Bolsonaro não realizou nenhuma atividade literária.
A cela ocupada pelo ex-presidente é semelhante à de outros condenados de alta relevância, como Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, mas será utilizada exclusivamente por Bolsonaro. O espaço comporta até quatro pessoas, mas segue individualizado para ele.
Segundo a Polícia Militar, todas as instalações da Papudinha foram reformadas em 2020, possuem ventilação mecânica, televisores e permitem o recebimento de itens de higiene, enxoval e roupas de acordo com a administração penitenciária. A unidade tem capacidade para 60 presos, localizada a poucos metros das demais unidades da Papuda para presos comuns.