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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado do Air Force One em segredo dentro de um caminhão de comissaria (catering) no mês passado e deixou a Turquia em um voo militar separado. A operação ocorreu em resposta a uma ameaça do Irã contra a sua vida, de acordo com uma reportagem publicada pelo The Washington Post e repercutida pelo New York Post. (Vídeo no final da matéria).
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A ação envolveu um plano elaborado: Trump embarcou publicamente em um modelo mais antigo do Air Force One, mas foi retirado da aeronave dentro de um contêiner de refeições elevado até uma porta no lado oposto à entrada principal do avião presidencial. O contêiner foi então baixado até a pista, transportado por um caminhão até um jato militar C-32A estacionado nas proximidades e novamente elevado, permitindo que Trump e vários assessores embarcassem de forma discreta.
O C-32A, assim como o modelo antigo do Air Force One, possui a pintura padrão em azul e branco com a inscrição “United States of America”, o que ajudou a confundir observadores. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também estava no voo secreto, mas embarcou separadamente usando escadas externas “para fazer o voo parecer rotineiro”, disse um oficial americano ao jornal.
Rota e chegada
Após decolar de Ancara, o C-32A com Trump a bordo pousou na Base Aérea de Mildenhall, no Reino Unido, cerca de nove minutos antes do Air Force One principal, que transportava repórteres e funcionários da Casa Branca. Câmeras de televisão e relatos da imprensa mostraram Trump descendo as escadas externas do Air Force One cerca de 25 minutos após o pouso. Ainda não está claro como o presidente se transferiu do C-32A para o outro avião.
Em Mildenhall, Trump, sua equipe e os jornalistas embarcaram no jato avaliado em US$ 400 milhões — doado pelo Catar —, que o presidente havia usado para voar até a Turquia.
Ameaça iraniana
A operação secreta foi desencadeada por uma ameaça “crível” do Irã contra a vida de Trump, segundo um oficial dos EUA ouvido pelo Washington Post. A fonte não detalhou a natureza exata da ameaça. No mês passado, vários veículos de imprensa reportaram que autoridades de inteligência identificaram um plano específico contra o presidente, o que motivou a troca de aviões. O The Wall Street Journal informou que Israel alertou os EUA sobre o possível plano de assassinato coordenado pelo Irã.
Manifestações e justificativas
Na época, a Casa Branca e Trump negaram que a troca de aeronaves estivesse relacionada a uma ameaça ou a preocupações de segurança com o avião. Trump tem usado o jato doado pelo Catar como um Air Force One temporário enquanto a Boeing conclui os trabalhos nas aeronaves substitutas permanentes.
Na noite de segunda-feira (10), a Casa Branca não contestou a reportagem sobre o voo secreto. Em nota, o diretor de comunicações da Presidência, Steven Cheung, destacou a segurança do avião doado pelo Catar. “O novo Air Force One é uma aeronave de última geração equipada com protocolos de segurança de alto nível que garantem a integridade do presidente e de sua equipe”, disse Cheung. “Como o presidente disse recentemente, há muitos inimigos da América que estão de olho nele, e usamos todas as ferramentas à nossa disposição para lidar com essas ameaças”.
A Força Aérea americana também emitiu um comunicado defendendo a aeronave: “O avião é seguro, protegido e equipado com as tecnologias mais avançadas necessárias para atender aos requisitos da missão presidencial”.
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