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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm vídeo em que a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declara voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a circular e viralizou nas redes sociais após o cancelamento do debate presidencial da TV Globo, na noite de quinta-feira (1º). A gravação é de 2022, período em que Estela ainda atuava como advogada e não integrava a corte eleitoral. (Vídeo no final da matéria).
Na decisão que culminou no cancelamento do debate, a ministra atendeu a um pedido da coligação do petista e proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado a Lula — que havia anunciado ausência —, além de vetar perguntas direcionadas ao candidato ausente.
O conteúdo do vídeo
Na gravação recuperada, Estela Aranha afirma: “Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para a gente estancar o aumento do autoritarismo, para a gente defender o Estado democrático de Direito e a democracia no país”. Na sequência, argumenta que a classe jurídica deveria apoiar o candidato para “salvar o próprio sistema de Justiça”.
A Folha de S.Paulo, que repercutiu o registro, informou que não foi possível confirmar a data exata da captação das imagens. Procurada pela reportagem, a ministra não se manifestou até o fechamento do texto.
Repercussão política
O vídeo foi amplamente explorado por opositores. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) exibiu a gravação durante uma live na noite de quinta-feira, incentivado pelo deputado federal Gustavo Gayer (GO). Após ouvir o registro, Flávio ironizou: “Essa é a Estela Aranha, é isso? Defensora da democracia”.
A decisão contestada
Em sua fundamentação, Estela Aranha alegou que a exposição da cadeira vazia com a identificação nominal do candidato ausente poderia gerar um desequilíbrio na disputa. Segundo a ministra, a ausência em debates é facultativa e não pode resultar em “medidas coercitivas” ou exposição prejudicial ao concorrente. Contudo, somada a uma liminar do STF que impôs mudanças de última hora, a medida levou a TV Globo a cancelar o evento diante do que chamou de “insegurança jurídica”.
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