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🧡 Ver Ofertas na ShopeeAção conjunta com o Ministério Público cumpre mandados de prisão contra policiais e ex-agentes suspeitos de ligação com o tráfico do Complexo de Israel; movimentação financeira do grupo chega a R$ 173,7 milhões.
A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Magen. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada na venda clandestina de armas de uso restrito, vazamento de informações sigilosas da segurança pública e lavagem de dinheiro para o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que atua no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio.
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Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, na Baixada Fluminense e na Costa Verde.
Alvos e prisões
Até o primeiro balanço divulgado pela corporação, cinco pessoas haviam sido presas. Entre os detidos estão um policial militar da ativa, três ex-policiais militares e um ex-ocupante de cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Um dos alvos principais da operação é o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, apontado como chefe do TCP no Complexo de Israel, que continua foragido.
As investigações apontam que a cúpula do esquema contava com o apoio de agentes públicos que usavam suas credenciais para blindar o grupo criminoso.
Venda de fuzis e vazamento de dados
O inquérito revelou que o grupo mantinha uma estrutura voltada à obtenção e revenda de fuzis, pistolas, revólveres e munições. Em um dos episódios mapeados pela investigação, os criminosos forneceram dez fuzis do modelo AR-15 diretamente para a liderança da facção no Complexo de Israel. O transporte e a venda teriam sido executados em outubro de 2022 por Vitor Hugo Marinho Garcia, conhecido como “Batata”, ex-PM apontado como um dos líderes da organização.
Além do armamento, policiais civis, militares da ativa e ex-agentes repassavam dados sigilosos obtidos por meio de sistemas restritos da administração pública. As consultas incluíam:
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Mandados de prisão em aberto;
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Endereços e registros de veículos;
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Alvos de operações policiais em andamento.
As informações serviam para alertar os criminosos e evitar a ação das forças de segurança, além de viabilizar investigações clandestinas com foco em extorsão.
Lavagem de dinheiro e bloqueio de bens
A análise fiscal e bancária do grupo apontou um esquema robusto de lavagem de dinheiro com o uso de contas de terceiros e empresas de fachada. Cinco companhias ligadas ao esquema — atuantes nos setores de alimentação, comércio de materiais e construção civil — movimentaram aproximadamente R$ 173,7 milhões em créditos e débitos.
A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos suspeitos, além do sequestro de três imóveis e 31 veículos. Durante as buscas, a PF apreendeu armamentos pesados, incluindo fuzis e pistolas, sendo uma das prisões efetuada em um hotel de luxo na Barra da Tijuca, onde havia um fuzil no quarto do investigado.
Ao todo, dez pessoas foram denunciadas e vão responder por organização criminosa armada, comércio ilegal de armas e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de dinheiro. O MPRJ também solicitou a retenção dos passaportes dos alvos e a inclusão dos foragidos nos sistemas da Interpol.




































































