🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (07) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre
🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (07) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeA americana Christa Pike, de 50 anos, está consciente e consegue falar enquanto recebe atendimento médico, segundo informaram seus advogados nesta terça-feira (6). A declaração foi feita após ela sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no estado do Tennessee, nos Estados Unidos.
“Contra todo prognóstico, Christa Pike está consciente, fala e continua recebendo atendimento médico vital. Apesar dos graves ferimentos que sofreu nos braços, segue algemada e amarrada à cama. Sua recuperação não tem precedentes médicos. Seu prognóstico ainda é incerto, mas, no mínimo, prevemos uma longa recuperação”, disseram os advogados em comunicado.
Pike foi transferida de ambulância de uma prisão de Nashville após as autoridades estaduais administrarem duas doses de pentobarbital durante o procedimento de execução, em 30 de setembro.
Segundo a advogada Randy Spivey, Pike estava inconsciente e ligada a um ventilador pulmonar nos dias seguintes ao ocorrido. Ela permanecia na UTI nesta terça-feira, de acordo com o Dr. Joel Zivot, professor de anestesiologia consultado pela defesa.
Cronologia da execução
O dia da execução foi marcado por mais de nove horas de atrasos judiciais. Inicialmente, o Tribunal de Apelações do Sexto Circuito Federal suspendeu a execução uma hora antes do horário previsto, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou posteriormente a medida, sem divulgar os motivos.
De acordo com jornalistas presentes no local, as cortinas da câmara de execução foram abertas às 19h27. A repórter Tori Gesner, da WKRN, contou que Pike permaneceu ao lado de seu conselheiro espiritual e cantou com ele antes do início da aplicação dos medicamentos.
Segundo o relato, às 19h34, a mulher disse: “Sinto como se meu braço estivesse prestes a explodir” e perguntou se aquela sensação era normal.
Os presentes afirmaram que as cortinas foram fechadas pela primeira vez às 19h46, enquanto Pike ainda estava viva. Três minutos depois, foram reabertas, e a mulher seguia com vida, roncando com a boca aberta. O fechamento final ocorreu por volta das 20h05.
Quando os jornalistas foram retirados, perto das 20h53, ainda era possível ouvir a respiração de Pike. Mais tarde, ela foi levada de ambulância para um hospital.
Acusação e pena
Em 1996, Pike foi condenada pela tortura e pelo assassinato de Colleen Slemmer, uma colega de estudos. O ataque também envolveu seu então namorado, Tadaryl Shipp, e sua amiga Shadolla Peterson.
O homicídio ocorreu em 1995, quando Pike tinha 18 anos. Após passar décadas no corredor da morte, ela poderia ter se tornado a primeira mulher executada no Tennessee em mais de dois séculos.
Suspensão e revisão
Após o incidente, o governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou a suspensão das execuções programadas no estado pelo restante do ano e pediu uma revisão externa do procedimento que apresentou falhas. Ele nomeou o ex-procurador federal Ed Stanton para liderar a investigação independente.
Os advogados de Pike também reiteraram ao governador o pedido para que a sentença de morte seja comutada para prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
“Ela sobreviveu a duas injeções letais completas, conforme o protocolo do Tennessee, apesar de seus advogados terem alertado o estado sobre as dificuldades específicas com suas veias”, escreveram.
“É a única pessoa de que se tem conhecimento que sobreviveu a uma tentativa de execução completa nos Estados Unidos.”




































































