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🧡 Ver Ofertas na ShopeeNa tarde do último domingo de votação do primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou um pico de 40 mil ataques cibernéticos contra a infraestrutura digital da Justiça Eleitoral. A maior parte das investidas consistia em investidas de negação de serviço (DDoS), técnica voltada a sobrecarregar os servidores e derrubar as páginas oficiais do tribunal.
Apesar de a Polícia Federal ter chegado a abrir um inquérito para averiguar uma eventual interferência estrangeira no pleito — investigação posteriormente arquivada —, o foco principal da segurança do TSE esteve voltado para a ameaça de um hacker brasileiro. Conhecido no ambiente virtual pelo pseudônimo “Azael”, o cibercriminoso já assumiu a autoria de ataques anteriores contra os sistemas do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Petrobras e de diversos órgãos governamentais.
Isolamento de rede e instabilidade na divulgação de votos
Conforme relatado pela revista Veja, o cibercriminoso havia anunciado publicamente em redes sociais que o TSE seria o seu próximo alvo no dia da votação, o que levou a Corte a adotar um protocolo rigoroso de contenção. Quatro dias antes do pleito, todos os computadores de ministros e servidores da sede do tribunal foram desconectados da internet. O trabalho interno passou a ser conduzido de forma inteiramente offline, e a reconexão só foi autorizada após a conclusão de 100% da totalização dos votos.
Durante a apuração, o painel público de divulgação dos resultados apresentou uma paralisação de cerca de 50 minutos. Embora o processamento das urnas estivesse ocorrendo normalmente de forma isolada, a exibição dos dados em tempo real ficou temporariamente comprometida.
Após checagens de segurança, os técnicos da Justiça Eleitoral descartaram a hipótese de invasão ou interferência do hacker Azael, concluindo que a lentidão foi causada por um gargalo no alto fluxo simultâneo de dados recebidos no momento de pico.
Ameaças a servidores e escolta da Polícia Federal
Em outra frente de preocupação, o TSE acionou a Polícia Federal na quinta-feira (8) para requerer a abertura de um inquérito focado em apurar intimidações diretas contra a equipe técnica e administrativa do tribunal. A Corte mapeou ao menos 30 mil publicações contendo discursos de ódio, vazamento de dados pessoais e ameaças veladas a funcionários.
Diante do volume de agressões digitais, o tribunal colocou em prática esquemas de segurança preventiva, garantindo escolta ostensiva para parte dos servidores afetados.




































































