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Estados Unidos e China alcançaram um acordo inicial sobre o futuro do TikTok, após intensas negociações comerciais realizadas em Madri. O anúncio foi feito por altos funcionários americanos nesta segunda-feira (15), a apenas dois dias do prazo final para que a plataforma de vídeos pare de operar em território americano.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante de Comércio, Jamieson Greer, confirmaram o pacto. Segundo eles, o acordo “respeita os interesses e a segurança americanos”, mas “também é justo para a parte chinesa”. No entanto, eles se recusaram a revelar detalhes específicos do acerto.
Bessent acrescentou que o acordo será finalizado durante uma ligação na sexta-feira entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chinês, Xi Jinping.
Trump já havia comemorado o avanço das negociações em sua plataforma Truth Social. “A grande reunião comercial na Europa entre os Estados Unidos da América e a China correu MUITO BEM! Em breve será concluída. Um acordo também foi alcançado sobre ‘uma certa’ empresa que os jovens do nosso país realmente queriam salvar. Eles ficarão muito felizes!”, escreveu.
Negociações intensas e cenário político
As delegações de Washington e Pequim se reuniram na capital espanhola durante o fim de semana para a quarta rodada de negociações, buscando resolver disputas sobre tarifas, controles de exportação e o futuro do TikTok. O encontro foi crucial, pois ocorreu a dois dias do vencimento do prazo legal que exige que a empresa chinesa ByteDance venda o TikTok ou seja banida nos Estados Unidos.
A posição de Trump em relação ao TikTok mudou consideravelmente desde seu primeiro mandato, quando ele criticava a empresa abertamente. Agora, ele defende o uso da plataforma como uma ferramenta para se conectar com o eleitorado mais jovem, o que explica sua referência a uma empresa que “os jovens do nosso país realmente queriam salvar”.
O acordo preliminar chega em um momento crítico, com o prazo de quarta-feira se aproximando para que a ByteDance conclua a venda do TikTok ou enfrente a proibição definitiva no mercado americano, onde a plataforma tem mais de 150 milhões de usuários ativos.