O presidente da Rússia, Vladimir Putin, mostrou-se orgulhoso nesta terça-feira (23) na ONU (Organização das Nações Unidas) com o rápido desenvolvimento em seu país de uma vacina contra o coronavírus e a ofereceu gratuitamente à organização para proteger todos os seus funcionários.

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Em sua mensagem de vídeo à Assembleia-Geral, Putin afirmou que seu governo está pronto para oferecer às Nações Unidas toda a assistência necessária, incluindo vacinas gratuitas para todo o pessoal que a deseje.

Disse ainda que o seu país está aberto a abastecer outras nações com a chamada ‘Sputnik V’, que frisou ter se mostrado “segura” e “eficaz”.

Putin insistiu que os cidadãos de todo o mundo deveriam ter acesso gratuito a uma vacina contra a covid-19 e também destacou a disposição do Kremlin de trabalhar com outros governos para compartilhar métodos de diagnóstico e tratamento da doença.

Além disso, ao contrário dos Estados Unidos, ele defendeu que a OMS (Organização Mundial da Saúde) deve ter um papel central na coordenação da resposta.

O presidente disse ainda que a Rússia está trabalhando para fortalecer a capacidade da entidade sediada em Genebra.

Comércio internacional

Por outro lado, Putin alertou sobre os efeitos econômicos de longo prazo que a crise atual terá e defendeu a necessidade de toda a comunidade internacional trabalhar em conjunto para impulsionar o crescimento.

Nesse contexto, destacou a importância de eliminar barreiras, restrições e, sobretudo, “sanções ilegítimas” no comércio internacional.

Na esfera geopolítica e militar, o líder russo garantiu que quer cooperar com os Estados Unidos para estender o tratado de redução de armas estratégicas e espera que haja “moderação” na implantação de novos sistemas de mísseis.

Também reiterou seu interesse em um tratado vinculante para banir as armas no espaço sideral e optou por mais cooperação em segurança cibernética.

Coincidindo com o 75º aniversário das Nações Unidas, Putin defendeu o trabalho da organização e, embora reconhecesse que é necessário adaptá-la à realidade do século 21, deixou claro que seu país se opõe a grandes mudanças no Conselho de Segurança, onde é um dos cinco membros permanentes e tem poder de veto.

Para que o Conselho continue a ser o “pilar da governança global”, disse, é essencial que esses cinco países, potências nucleares e vencedores da Segunda Guerra Mundial, mantenham o privilégio do veto.

*Com informações de EFE