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A temporada 2025 da Fórmula 1 teve uma definição eletrizante na última corrida, realizada no Grande Prêmio de Abu Dhabi. Embora Lando Norris tenha conquistado o título mundial, a disputa financeira teve outro vencedor. Segundo um relatório da Forbes, os dez pilotos mais bem remunerados somaram US$ 363 milhões em salários e bônus, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.
O levantamento divulgado pela publicação mostra como a categoria recompensa o desempenho imediato. Nesse cenário, Max Verstappen mantém sua hegemonia econômica, enquanto nomes históricos como Lewis Hamilton e o novo campeão Lando Norris completam o pódio financeiro. A análise considera apenas remunerações ligadas a resultados e contratos, sem incluir receitas externas, como patrocínios pessoais.
A presença de Lance Stroll entre os pilotos mais bem pagos surpreendeu o paddock da Fórmula 1, superando competidores com resultados mais expressivos na temporada, como Pierre Gasly. O francês ficou fora da lista por conta de um ano difícil na Alpine, que o deixou sem acesso às bonificações previstas por metas de desempenho — fator que fez diferença em relação ao canadense.
Ranking dos pilotos mais bem pagos da Fórmula 1 em 2025
1 — Max Verstappen (Red Bull Racing): US$ 76 milhões
(US$ 65 milhões em salário + US$ 11 milhões em bônus)
A performance financeira de Max Verstappen o manteve novamente no topo do automobilismo mundial. O holandês de 28 anos recebeu US$ 65 milhões de salário e somou US$ 11 milhões em bônus pelas oito vitórias na temporada, incluindo a última etapa em Abu Dhabi. Mesmo perdendo o título por apenas dois pontos para Lando Norris, Verstappen lidera o ranking salarial pelo quarto ano consecutivo. Desde 2021, já acumulou aproximadamente US$ 323 milhões em remuneração na Fórmula 1.
2 — Lewis Hamilton (Ferrari): US$ 70,5 milhões
(US$ 70 milhões em salário + US$ 0,5 milhão em bônus)
Lewis Hamilton estreou pela Ferrari após 12 anos na Mercedes. O britânico recebeu um salário recorde de US$ 70 milhões, além de meio milhão em prêmios. O desempenho esportivo, porém, ficou aquém das expectativas: Hamilton completou a temporada sem subir ao pódio — algo inédito em sua carreira — apesar de vencer a sprint no GP da China. Aos 40 anos, o piloto reconheceu que este foi um dos anos mais difíceis da sua trajetória.
3 — Lando Norris (McLaren): US$ 57,5 milhões
(US$ 18 milhões em salário + US$ 39,5 milhões em bônus)
Campeão mundial de 2025, Lando Norris aparece em terceiro lugar na lista. Aos 26 anos, conquistou sete vitórias e 18 pódios nas 24 etapas do campeonato. Grande parte de sua remuneração veio de bônus vinculados ao título e ao desempenho consistente ao longo do ano.
4 — Oscar Piastri (McLaren): US$ 37,5 milhões
(US$ 10 milhões em salário + US$ 27,5 milhões em bônus)
Oscar Piastri também teve uma temporada de destaque, ocupando a quarta posição no ranking. O australiano acumulou sete vitórias e 16 pódios, além de renovar seu contrato por várias temporadas. Sua contribuição foi crucial para o título de construtores da McLaren.
5 — Charles Leclerc (Ferrari): US$ 30 milhões
(US$ 30 milhões em salário)
Charles Leclerc, que renovou contrato com a Ferrari até 2029, recebeu US$ 30 milhões em salário. Apesar de terminar apenas na quinta posição do campeonato, o monegasco ampliou sua atuação fora das pistas com parcerias comerciais e o lançamento de sua própria linha de roupas.
6 — Fernando Alonso (Aston Martin): US$ 26,5 milhões
(US$ 24 milhões em salário + US$ 2,5 milhões em bônus)
Aos 44 anos, Fernando Alonso segue valorizado. O espanhol terminou a temporada em décimo lugar e recebeu US$ 24 milhões de salário, além de US$ 2,5 milhões em incentivos. Alonso renovou com a Aston Martin por pelo menos mais uma temporada.
7 — George Russell (Mercedes): US$ 26 milhões
(US$ 15 milhões em salário + US$ 11 milhões em bônus)
Como novo líder da Mercedes após a saída de Hamilton, George Russell somou dois triunfos e encerrou o ano em quarto no campeonato. Seu contrato inclui uma parcela variável expressiva, atrelada a metas esportivas.
8 — Lance Stroll (Aston Martin): US$ 13,5 milhões
(US$ 12 milhões em salário + US$ 1,5 milhão em bônus)
Lance Stroll surpreendeu ao subir no ranking, mesmo sem resultados esportivos de destaque. A Aston Martin divulgou publicamente sua remuneração como parte de suas obrigações corporativas. O piloto garantiu estabilidade ao renovar o contrato em 2024.
9 — Carlos Sainz (Williams): US$ 13 milhões
(US$ 10 milhões em salário + US$ 3 milhões em bônus)
A mudança para a Williams trouxe novos termos financeiros para Carlos Sainz. Com dois pódios, o espanhol recebeu US$ 10 milhões de salário e US$ 3 milhões em bônus. Sainz também foi eleito o novo diretor da Grand Prix Drivers’ Association, o sindicato dos pilotos.
10 — Kimi Antonelli (Mercedes): US$ 12,5 milhões
(US$ 5 milhões em salário + US$ 7,5 milhões em bônus)
Aos 19 anos, Kimi Antonelli debutou na Mercedes substituindo Hamilton e terminou em sétimo na classificação geral. Os três pódios obtidos na parte final da temporada garantiram ao jovem piloto um valor elevado em bonificações.
A Forbes destaca que o ranking é elaborado com base em contratos e bônus informados ou estimados a partir de documentos financeiros e fontes internas. Diferentemente de outras áreas da Fórmula 1, os salários dos pilotos não estão sujeitos ao teto orçamentário das equipes, permitindo que a disputa por talentos continue crescente.